Polícia Civil investiga irregularidades após invasão na previdência municipal de Macapá
A invasão ocorreu poucos dias após a mudança de gestão na prefeitura e o afastamento do prefeito e do vice-prefeito

A Polícia Civil investiga irregularidades na previdência municipal de Macapá após a invasão da sede da MacapaPrev. A invasão ocorreu poucos dias após a mudança de gestão na prefeitura e o afastamento do prefeito, Doutor Furlan e do vice-prefeito, Mário Neto pelo Supremo Tribunal Federal. A prefeitura foi assumida interinamente pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro da Lua, que criou um gabinete de crise que já começa os trabalhos sob suspeitas.
Um relatório de inteligência do Conselho de Controle de Atividades Financeiras encaminhado ao Ministério Público aponta movimentações incompatíveis com a renda de servidores ligados ao grupo político que administra a cidade atualmente. O principal analisado é o porta-voz do gabinete de crise, Renivaldo Nascimento da Costa, servidor público, professor da rede estadual, com remuneração mensal em torno de R$ 5 mil. Ele teria movimentado mais de R$ 5 milhões, entre 2018 e 2023.
Segundo o relatório, Renivaldo recebeu centenas de milhares de reais diretamente de Pedro da Lua, e repassou valores a diversas pessoas. Entre elas, Nathalia Teixeira Ramos, atual primeira-dama da cidade. O documento aponta repasses frequentes, saques em dinheiro e transferências em cadeia, padrão que pode indicar tentativa de dificultar o rastreamento da origem dos recursos. O rápido crescimento do patrimônio de Pedro da Lua também chama a atenção.
Quando era presidente da Câmara Municipal, ele teria adquirido um veículo de luxo avaliado em R$ 600 mil. Pagou à vista e registrou em nome de uma empresa de lavagem de veículos. No mesmo período, teria comprado também uma mansão de R$ 5 milhões.
Em nota, a Prefeitura de Macapá esclarece que não há nenhum procedimento aberto pelo Ministério Público Estadual que apure movimentações de Renivaldo Nascimento da Costa no período em que foi assessor no poder legislativo estadual e que o caso foi arquivado no ano passado pelo promotor João Paulo Furlan, irmão do ex-prefeito e que está afastado do cargo pelo Conselho Nacional do Ministério Público.



