Fiat Freemont é opção de SUV usado maior sem gastar muito
Com preços entre R$ 60 mil e R$ 70 mil, modelo 2015 é o mais indicado; espaço é destaque, com 7 lugares, mas manutenção é cara

O Fiat Freemont foi um dos primeiros modelos que mostrou uma faceta mais familiar para os utilitários esportivos. Importado do México em 2011, o SUV médio era um dos primeiros frutos da recém-fundada FCA, e nada mais do que um clone do Dodge Journey.
O Fiat Freemont oferecia opção de 7 lugares, acabamento acertado e conforto de sobra, sem os preços salgados e o V6 do irmão Dodge Journey. Fez certo sucesso e hoje repete o bom custo-benefício entre os SUVs usados.
No lugar do V6 do Dodge, o Freemont optou pelo 2.4 16V – aquele mesmo, do carro retrô Chrysler PT Cruiser. Porém, nos primeiros anos, o SUV da Fiat vinha com o impreciso câmbio automático de quatro marchas, que prejudicava o desempenho do modelo e deixava o rodar áspero e manco. Por isso, sugerimos os modelos do Fiat Freemont a partir de 2013, especialmente a linha 2015, a última antes do fim da importação.

Benefícios
- Legal: espaço, conforto, posição de dirigir e equipamentos
- Ruim: consumo e custo de manutenção
É que dois anos após ser lançado, o Fiat Freemont passou a vir com a caixa automática de seis velocidades. Era outra vida para o Freemont. Os 172 cv são melhor aproveitados, graças às primeiras relações curtas e mudanças ágeis, o que permite mais força para mover o pesado SUV usado. Afinal, são quase 1.850 kg em ordem de marcha.

Consumo
De qualquer maneira, alcançar velocidades maiores requer certa paciência e o consumo está longe de ser bom: na cidade, dificilmente passa de 7,5 km/l e, na estrada, fica entre 10 e 11 km/l. Com o novo conjunto, porém, o Freemont passou a ter menos vibração na cabine, melhorando sua dose de conforto.

Isso porque é aquele carro SUV bom de viajar. O SUV usado da Fiat tem espaço de sobra para motorista, carona e três adultos na segunda fila de bancos, com vão suficiente para pernas, joelhos e cabeças. Os assentos extras levam bem crianças de até 10 anos. O condutor ainda desfruta de ótima ergonomia e posição de guiar adequada.
O comportamento da suspensão privilegia o conforto – até demais. Como genuíno SUV pensado para os EUA que é, o Freemont tem aquele comportamento banheirão. É aquela sensação de “quicar” nos buracos mais severos das ruas brasileiras e de “flutuar” nas retas mais velozes. Nas curvas, contudo, a carroceria não aderna tanto, nem nas frenagens.

Equipamentos
O Fiat Freemont 2.4 Precision, top da linha 2015, tem controles de estabilidade e tração. A lista de itens de segurança, a propósito, já era completa, com seis airbags, câmera de ré, Isofix, monitoramento da pressão dos pneus, retrovisor eletrocrômico e regulagem de altura dos faróis.

O Fiat Freemont ainda tem um sistema bacana no banco da segunda fila: os assentos das extremidades podem ser elevados, se transformando em um booster fixo para crianças entre 4 e 10 anos.
Completam o pacote do SUV usado da Fiat, ar-condicionado automático com três zonas independentes, chave presencial, retrovisores rebatíveis eletricamente, banco do motorista com ajustes elétricos se juntam aos já esperados trio, controle de cruzeiro, computador de bordo e rodas de liga leve. Só fique atento porque couro era opcional, assim como o teto-solar.

O legal é que o Fiat Freemont já ostentava a central multimídia Uconnect. Com tela de 8,4”, vem com entrada USB, GPS e Bluetooth – e CD player para os mais old school.
O custo de manutenção do Fiat Freemont, contudo, deixa claro suas origens Dodge. As peças são bastante caras, como os amortecedores traseiros e o retrovisor externo, além dos conjuntos óticos. As revisões são a cada 12.500 km, mas só têm valor fechado com preço fixo até a de 62.500 km.




