Exemplo de cidadania: Aos 96 anos, eleitora de Macapá está pronta para ir às urnas em 2026
A história de Maria é também um exemplo de que o voto vai muito além de uma obrigação: é um direito e uma forma de participação na democracia

Aos 96 anos de idade, Maria do Carmo Nascimento de Araújo chamou a filha para saber se poderia votar nas Eleições 2026. O desejo da idosa foi prontamente atendido e, durante o período de cadastro eleitoral, sua situação foi regularizada.
Maria fez questão de ter em mãos a segunda via do título eleitoral e de conferir pessoalmente, no cartório onde está registrada, a 2ª Zona Eleitoral de Macapá, se estava tudo certo com seu local de votação. Com os documentos em mãos e à disposição para exercer o direito de cidadã, ela agora conta os dias para voltar às urnas.
“Quando ela manifestou o desejo de votar novamente, eu procurei a Justiça Eleitoral para checar a situação eleitoral dela, fiz todos os procedimentos e, hoje, ela fez questão de vir buscar o título. Todos os dias ela pergunta quanto tempo falta para o dia da eleição”, relata a filha, Socorro Araújo.

A história de Maria é também um exemplo de que o voto vai muito além de uma obrigação: é um direito e uma forma de participação na democracia. No Brasil, o voto é obrigatório para pessoas brasileiras alfabetizadas maiores de 18 anos e menores de 70 anos. Para quem tem 16 e 17 anos, para pessoas analfabetas e para maiores de 70 anos, o voto é facultativo.
Mesmo para quem não é obrigado a votar, a Justiça Eleitoral reforça a importância de exercer esse direito sempre que possível. É o caso de Maria, que, aos 96 anos, demonstra que a idade não é impedimento para participar das decisões democráticas. Seu exemplo reforça que cada voto tem importância e que a cidadania pode ser exercida em todas as fases da vida.
Para Maria, a mensagem é simples e direta e serve de inspiração para eleitores de todas as idades: “Se você tem condições, vote. Esse ano o meu voto vai estar lá na urna”, afirma a eleitora.



