Política Nacional

PF prepara novo pedido para prorrogar inquérito do Caso Master

Investigadores avaliam que o prazo atual é insuficiente para concluir o inquérito, diante do volume de documentos e celulares apreendidos

Investigadores da Polícia Federal (PF) trabalham com um novo pedido de prorrogação do inquérito do Caso Master, enquanto avaliam possível proposta de delação premiada por investigados.

O inquérito da PF tem vigência até o meio deste mês, e investigadores avaliam que um novo pedido de prorrogação deve ser acolhido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso.

A investigação já havia sido prorrogada inicialmente por decisão do antigo relator, ministro Dias Toffoli, em janeiro deste ano, antes de deixar a relatoria do processo.

A PF avançou nos últimos dias na análise de parte dos nove aparelhos celulares encontrados com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Parte desses telefones contém arquivos digitais, e não aplicativos de mensagens.

Como mostrou a coluna, o inquérito do Master também apura relações com a Reag, que, ao longo dos últimos anos, recebeu recursos públicos de previdências municipais em fundos geridos pela corretora.

Equipes da PF em Brasília e em São Paulo conduzem as investigações que, em uma estimativa otimista, devem se prolongar ao longo de todo o segundo semestre deste ano.

Delação

Em 28 de abril, o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, pediu transferência da Papuda para a Superintendência da PF numa tentativa de negociar delação. O pedido ainda não foi analisado por André Mendonça.

Paulo Henrique manifestou interesse em colaborar com as investigações da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) após trocar de advogados. O objetivo do ex-dirigente do banco é firmar acordo antes de Vorcaro, na tentativa de obter mais benefícios.

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