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Bolsonaro lidera no Amapá e Lula enfrenta alta desaprovação, aponta pesquisa

Levantamento mostra vantagem da direita em todos os cenários e crescimento da rejeição ao governo federal

Uma pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, realizada entre os dias 12 e 15 de março de 2026, revela um cenário de vantagem para a direita no Amapá na corrida presidencial, além de indicar aumento na desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O levantamento ouviu 1.220 eleitores em 15 municípios do estado, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

No cenário espontâneo — quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos — Lula aparece com 20,6% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (15,1%) e Jair Bolsonaro (7,9%). No entanto, o maior destaque é o alto índice de indefinição: 49,1% dos eleitores não souberam ou não opinaram.

Quando os nomes são apresentados, o cenário muda. Na pesquisa estimulada com múltiplos candidatos, Flávio Bolsonaro lidera com 41,5%, enquanto Lula aparece com 35,1%. Os demais nomes não ultrapassam 5%.

Já em um cenário de polarização direta entre os dois principais nomes, Flávio Bolsonaro mantém a dianteira com 47,5%, contra 40,6% de Lula.

A pesquisa também revela diferenças importantes no perfil do eleitorado. Flávio Bolsonaro tem melhor desempenho entre os mais jovens e eleitores economicamente ativos, enquanto Lula apresenta maior força entre pessoas acima de 60 anos e com menor escolaridade.

Outro dado relevante é a avaliação do governo federal no estado. Segundo o levantamento, 54,2% dos entrevistados desaprovam a administração de Lula, enquanto 42,1% aprovam.

Na avaliação detalhada, 32,9% consideram o governo “péssimo” e 9,2% “ruim”, enquanto apenas 27,5% classificam a gestão como “boa” ou “ótima”.

Em comparação com julho de 2025, houve piora nos indicadores: a desaprovação subiu de 50,7% para 54,2%, enquanto a aprovação caiu de 45,5% para 42,1%.

Os dados indicam um cenário desfavorável para o presidente no Amapá e mostram a consolidação de um eleitorado mais inclinado à direita no estado. Ainda assim, o alto número de indecisos sugere que a disputa permanece em aberto até as eleições de 2026.

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