Sobe para 2.645 número de mortos em terremotos na Venezuela
ONU fala em mais de 50 mil desaparecidos

O número de mortos provocados pelo duplo terremoto que atingiu a Venezuela há uma semana subiu hoje para 2.645, segundo o balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas nesta sexta-feira (03), que registam também 12.666 feridos.
No dia anterior, a contagem oficial era de 2.595 mortos. Em comunicado nas redes sociais, o presidente da Assembleia venezuelana, Jorge Rodríguez, atualizou o número oficial de pessoas afetadas pelos tremores de 24 de junho, para 15.311.
Jorge Rodríguez, irmão da Presidente interina Delcy Rodríguez, informou que cerca de 15.050 pessoas ficaram desalojadas e que 86.117 famílias receberam assistência.
Segundo os dados oficiais, 6.462 pessoas foram resgatadas com vida. Foram 885 os edifícios afetados, 189 dos quais ruíram completamente, levando à instalação de 59 abrigos temporários.
As autoridades, que decretaram sete dias de luto nacional, evitam divulgar dados sobre pessoas desaparecidas, mas as Nações Unidas estimam que o número destas ronde 50 mil.
Os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilômetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Janela para achar sobreviventes se fecha
Começa a arrefecer a esperança de encontrar novos sobreviventes dos terremotos na Venezuela. Dez dias após os poderosos abalos sísmicos, as equipes de resgate vêm reduzindo o ritmo das operações de busca.
Mas muitas famílias ainda se agarram desesperadamente a qualquer som vindo dos escombros como um possível sinal de vida. Autoridades evitam estipular uma contagem de desaparecidos, que as Nações Unidas estimaram em até 50 mil pessoas. O número oficial de mortos foi elevado na sexta-feira a 2.645.
A maioria das vítimas fatais está em La Guaira, onde dezenas de complexos residenciais foram arrasados. Em frente ao edifício Tahiti, no setor Caraballeda, um socorrista relatou ter ouvido gritos de um adulto nas primeiras horas da manhã de sexta-feira.
Também surgiram relatos de que um menino de 9 anos havia sido encontrado vivo, mas socorristas estrangeiros disseram a jornalistas que não havia nenhum sinal de sobreviventes.
Conflito frente aos escombros
Do lado de fora do Tahiti, a frustração transbordava, com conflito entre famílias de desaparecidos. Algumas delas tentavam recuperar corpos avistados, enquanto outras queriam liberar o caminho para um possível resgate de desaparecidos ainda não vistos.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, sugeriu que ainda há a possibilidade de encontrar sobreviventes, mas o cenário é remoto a esta altura. A janela crítica para resgates em desastres desse tipo geralmente se fecha após 72 horas, embora algumas pessoas tenham sido encontradas vivas nesta semana.



