Acordo Europa e China sobre invasão de carros indica caminho para o Brasil
A UE limita importação de híbridos chineses, o alerta para golpes no pedágio e as impressões dos novos Jetour S08 e Caoa Chery Tiggo 9

A União Europeia (UE) resolveu agir e acaba de emplacar um acordo inicial por quatro anos para limitação das exportações provenientes da China, especificamente de automóveis híbrido e híbridos plugáveis.
Autoridades do país asiático disseram que a China não era a causa principal dos problemas da UE, mas sim um parceiro na sua resolução. Trata-se, na realidade, de resposta em tom diplomático a uma invasão anterior de automóveis 100% elétricos.
Para o presidente da França, Emmanuel Macron, a medida permitirá “proteger melhor o mercado europeu contra a concorrência desleal”. Cinco anos atrás, apenas 1% do mercado na Europa era ocupado por produtos chineses e subiram agora para 10%. Com o acordo haverá uma cota limitada a 300.000 híbridos/ano.
Ainda como grande importador de petróleo, a China estimulou com altos subsídios a migração para elétricos e híbridos, além de impor restrições de acesso das marcas europeias ao seu gigantesco mercado interno de cerca de 30 milhões de veículos por ano. No entanto, este volume já dá sinais preocupantes de certa saturação e a ordem do governo de partido único foi exportar a qualquer custo.
Fábricas de marcas chinesas já resolveram se instalar no continente europeu para contornar a situação. Terão que lidar com combativos sindicatos de operários, além de outros custos explícitos e implícitos. Na China há sindicatos, contudo sem confrontar o governo central com greves.
Quanto ao Brasil, as reações do Governo Federal são lentas e passam a impressão de continuar com a longa sinalização de “boas vindas”. Demorou muito até aumentar alíquota máxima do imposto de importação para “camaradas” 35%, em contraste a outros países.
Na União Europeia alíquota máxima é de 48%, podendo chegar a 64%, dependendo do fabricante. Nos EUA a taxação para automóveis chineses começa em 125% e chegar a estratosféricos 247%.
Obviamente, nosso País não deve aproximar-se destes extremos. Porém, os 35% continuam a significar mais um “convite” do que realmente alguma barreira, a fim de preservar empregos e a saúde financeira da longa cadeia produtiva nacional.
Golpes em pedágios free flow tendem a aumentar
Como o Brasil e outros países vem sendo assolados por golpes digitais de todos os tipos, mais um está em crescimento. Criminosos criam sites falsos ou enviam mensagens e anúncios patrocinados para simular cobranças do sistema de pedágio eletrônico sem cancelas.
Tudo começa ao solicitar a placa do veículo e simular uma tarifa. São cobranças de baixo valor a fim de não despertar desconfiança. O pagamento é exigido via Pix para contas de intermediários (laranjas) e sugerem pressa para evitar multas.
Para impedir esse golpe, pague o pedágio eletrônico somente pelos sites oficiais das concessionárias, do governo paulista https://www.sigafacil.sp.gov.br/, site confiável https://pedagiodigital.com/onboarding ou pelo aplicativo CNH do Brasil. Desconfie de links recebidos por WhatsApp, SMS, e-mail ou anúncios patrocinados no topo de buscadores. Pagamento oficial de pedágio nunca é feito para CPFs de pessoas físicas.
Se sofreu prejuízo, entre em contato com seu banco e solicite o Mecanismo Especial de Devolução para tentar reaver o valor via Pix. Registre a ocorrência na Delegacia Eletrônica da Polícia Civil para se proteger legalmente. Dinheiro enviado a golpistas não quita o pedágio e ainda precisará regularizar a passagem sob pena de multa R$ 195,23, classificada como infração grave e acréscimo de 5 pontos na CNH.



