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Uma publicação pequena no formato, mas gigante nas possibilidades de expressão

Os “zines” são produções independentes que dão espaço à criatividade, à cultura e a histórias que nem sempre chegam aos grandes meios de comunicação

No Amapá, uma iniciativa criada pela artista Luana Góes reúne mais de 300 publicações gratuitas e fortalece a circulação da arte independente.

Feitos de histórias, desenhos, quadrinhos e ideias, os “zines” transformam a liberdade artística em páginas que dão voz a diferentes culturas, memórias e identidades. Essa produção ganhou um espaço próprio: a Biblioteca de Zines, uma plataforma gratuita que conecta artistas e leitores.

São obras que exploram diferentes linguagens artísticas, incluindo elementos da cultura regional. Com cerca de mil inscritos, o projeto também mantém um clube mensal de Zines, aproximando o público de artistas e produções que nem sempre encontram espaço nos circuitos tradicionais.

Mais do que reunir publicações, a Biblioteca de Zines aposta no compartilhamento do conhecimento. Por ser de código aberto, a plataforma permite que outras pessoas conheçam sua estrutura e contribuam para melhorias ou desenvolvam iniciativas semelhantes.

A iniciativa nasceu do interesse em explorar a cultura, a memória e a identidade por meio da arte independente.

O trabalho já ultrapassou as fronteiras do acervo digital: Luana Góes conquistou reconhecimento nacional ao vencer o 3º Prêmio Mapinguari de Quadrinhos, na categoria – Melhor Subproduto ou Adaptação de HQ.

A trajetória reforça a força de uma produção que nasce – muitas vezes de forma artesanal e -, com poucos recursos, mas carrega grandes possibilidades.

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