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Leão 14 revoga cortes salariais de cardeais e altos funcionários do Vaticano

Um cardeal da Cúria, o governo central da Igreja Católica, recebe entre 4.500 e 5.000 euros por mês (cerca de R$ 28 mil a 31 mil)

O papa Leão 14 pôs fim aos cortes nos salários de cardeais e altos funcionários do Vaticano determinados por seu antecessor, Francisco, em 2021 devido à pandemia de covid-19, segundo um decreto publicado hoje.

Em março de 2021, o papa argentino reduziu em 10% os salários dos cardeais e em 8% os dos altos funcionários dos dicastérios, os “ministérios” do Vaticano, como medida de austeridade para aliviar as finanças da Santa Sé, afetadas pela crise sanitária e por um déficit crônico.

Em um “motu proprio” (decreto pontifício) publicado no dia em que completa 71 anos, o papa americano determina a revogação da medida a partir de 1º de setembro de 2026.

As restrições, que foram “necessárias para enfrentar o desafio excepcional da pandemia”, “podem agora ser superadas”, afirmou o pontífice. A revogação não tem efeito retroativo.

Segundo estimativas, um cardeal da Cúria, o governo central da Igreja Católica, recebe entre 4.500 e 5.000 euros por mês (cerca de R$ 28 mil a 31 mil).

A decisão ocorre em um cenário financeiro mais favorável para a Santa Sé. Em seu último relatório anual, publicado em maio, o banco do Vaticano destacou um “ano recorde”, com lucro líquido de 51 milhões de euros (cerca de R$ 317 milhões).

Em outro documento publicado hoje, Leão 14 anulou um projeto de Francisco que previa transferir parte dos arquivos da Biblioteca do Vaticano para fora dos muros do microEstado devido à falta de espaço. O pontífice optou pela construção de um novo edifício dentro do Vaticano.

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