Plano para testar gasolina com 35% de etanol deve sair em setembro
Secretário do MME diz que publicação do plano acontece no dia 18; testes vão avaliar viabilidade do E35, mas conselho ainda analisará viabilidade

O plano para testar a gasolina com 35% de etanol, o chamado E35, deve ser publicado em setembro, segundo o MME (Ministério de Minas e Energia). A previsão foi apresentada pelo secretário Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da pasta, Renato Cabral, durante um seminário na Câmara dos Deputados sobre a Lei do Combustível do Futuro.
Segundo Cabral, o plano será submetido ao comitê técnico do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) no dia 11. A previsão é que a portaria do MME, com o plano, seja publicada no dia 18.
“No dia 11 [de setembro], nós submeteremos à aprovação do plano de testes ao comitê técnico do CNPE [Conselho Nacional de Política Energética] e no dia 18 iremos publicar a nossa portaria do Ministério de Minas e Energia com o plano de testes para o E35 e dar início a esse trabalho robusto”, disse Cabral.
O anúncio ocorreu dois anos após a aprovação da Lei do Combustível do Futuro pelo Congresso Nacional. Sancionada em outubro de 2024, a legislação criou programas para ampliar o uso de combustíveis de menor emissão e estabeleceu mecanismos para o avanço das misturas de biocombustíveis.
A norma prevê que eventuais aumentos das misturas sejam precedidos por estudos técnicos que comprovem a viabilidade. Depois dessa etapa, cabe ao CNPE deliberar sobre a adoção.
E32 já está nas bombas
O E35 é o próximo passo de uma sequência de aumentos da participação do etanol na gasolina. Desde agosto, a gasolina comum passou a ter, temporariamente, 32% de etanol anidro, contra 30% anteriormente.
A mudança para o E32 foi aprovada pelo CNPE e tem duração prevista de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação pelo mesmo período. A gasolina premium permanece com 25% de etanol.
O MME informou que os testes realizados para o E32 avaliaram itens como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo e emissões. Os resultados apontaram comportamento equivalente ao de misturas com menor teor de etanol, inclusive em veículos com motores não flex.



