Sem petróleo, Cuba recorre a energia solar com apoio da China
País tem investido na construção de parques solares para produção de energia elétrica; China tem sido principal apoio de Cuba no processo

Depois que o governo Donald Trump ordenou que a Venezuela cortasse o envio de petróleo para Cuba, os cerca de 10 milhões de pessoas que moram na ilha caribenha enfrentam problemas diários de abastecimento energético.
O colapso em Cuba já soma mais de seis décadas, com o país no alvo de uma série de embargos econômicos propostos pelos EUA que sufocaram a economia e impedem seu avanço diante o cenário internacional. A situação, contudo, se agravou desde o início do ano, após mudanças na América Latina.
Mas, após a queda de Nicolás Maduro e o alinhamento do novo governo com os interesses EUA, Donald Trump ordenou que a Venezuela interrompesse o fluxo de petróleo que abastecia a ilha.
Fontes ligadas à diplomacia de Cuba afirmam que o país não recebe petróleo há cerca de seis meses – com uma rara exceção de um petroleiro russo que chegou até a ilha em março deste ano. Diante do cenário, o governo castrista tem buscado a ajuda da China, que enviou recentemente placas solares ao país.
Crise em Cuba
- Cuba é alvo de um embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962. As medidas foram tomadas após a aproximação de Cuba com a União Soviética, no contexto da Guerra Fria.
- O embargo restringiu o acesso do país ao mercado internacional e isolou a ilha caribenha, impedindo seu avanço social e econômico.
- Embora não se trate de uma proibição geral, determinadas regras norte-americanas alcançam empresas, bancos e pessoas estrangeiras que tenham vínculos com Havana.
- Décadas de dificuldades econômicas levaram o país a uma falta de modernização, o condenado à dependência de combustíveis fósseis e importados.
- Com o aumento do cerco de Trump contra Cuba, o país passou a enfrentar apagões prolongados, em um sistema elétrico antigo e com problemas de manutenção.
Apoio da China
Em novembro de 2025, 5 mil sistemas fotovoltaicos foram doados pelo governo chinês após o furacão Melissa.
Converter a luz do sol em eletricidade, contudo, não visa alcançar a autossuficiência total em tais centros. O objetivo principal é a sobrevivência energética em momentos críticos, como nos apagões contínuos que atingem o país.




