Menino de 11 anos teria dado os disparos finais em execução de irmãos

A Polícia Civil do Amapá, por meio da 1ª Delegacia de Santana, fechou a investigação sobre o assassinato de dois jovens, Iury Kauã e Weslly Duarte, mortos em fevereiro deste ano. Quem está à frente do caso é o delegado Anderson Ramos. Na manhã desta sexta-feira (17), adolescentes foram apreendidos suspeitos de participação no crime, que chocou pela violência. Ao todo, seis pessoas estariam envolvidas, incluindo uma criança de apenas 11 anos. Durante as diligências, a polícia também recuperou a bicicleta de uma das vítimas. Já a pessoa que ficou com o objeto vai responder por receptação.

Segundo a investigação, o crime aconteceu na noite do dia 10 de fevereiro de 2026, na chamada Baixada do Ambrósio, na área portuária de Santana. As vítimas foram atraídas para uma armadilha em um local isolado e cercadas por um grupo armado. Sem chance de reação, os dois foram obrigados a se sentar, ficando totalmente vulneráveis. A polícia descobriu que cada envolvido tinha uma função: alguns ficaram de olho para evitar fuga, enquanto outros identificaram e executaram os alvos.

Um dos pontos que mais revoltou foi o envolvimento de uma criança de 11 anos. De acordo com o levantamento da polícia, depois dos primeiros tiros disparados por um dos adolescentes, a arma foi passada para o menino, que fez os disparos finais, já com as vítimas caídas, para garantir que elas não sobrevivessem.

A motivação do crime, segundo a polícia, envolve dois fatores: uma dívida com o crime e briga entre facções. Um dos adolescentes confessou que devia cerca de R$ 4 mil por causa de drogas perdidas, e a ordem para matar teria sido dada como forma de “pagar” esse débito. Além disso, uma das vítimas foi apontada como integrante de um grupo rival, o que teria motivado o ataque como uma espécie de acerto de contas.

Segundo o delegado Anderson, os adolescentes vão responder por atos infracionais semelhantes a homicídio qualificado e participação em organização criminosa armada. Já no caso da criança de 11 anos, por lei, ela não pode ser internada, mas deve receber medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente.



