Força-tarefa inicia busca superficial no rio Amazonas para localizar trabalhador desaparecido
Renan Lobato, de 30 anos, está desaparecido desde terça-feira (16), quando o equipamento que ele operava no porto da CDSA caiu de cima de uma balsa no rio Amazonas

Elden Carlos / Editor
Doze embarcações iniciaram na manhã desta sexta-feira (19) uma varredura pelo rio Amazonas e seus afluentes na tentativa de localizar o operador de empilhadeira Renan da Silva Lobato, de 30 anos, que desapareceu na tarde de terça-feira (16) depois que o equipamento que ele operava no porto da Companhia Doca de Santana (CDSA) caiu de cima de uma balsa dentro do rio. A máquina foi içada na quinta-feira (18), mas Renan não estava preso à empilhadeira, como se suspeitava. A operação de busca e resgate entrou no quarto dia nesta sexta-feira.



Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá, coronel Alexandre Veríssimo, uma força-tarefa foi criada para realizar o trabalho de busca superficial na área mapeada estrategicamente. A ação conta com o trabalho integrado da Marinha e Exército brasileiro, Corpo de Bombeiros, Associação de Catraieiros da Ilha de Santana, Defesa Civil Municipal e prefeitura de Santana. São 9 voadeiras, 2 jet-skis e 3 lanchas de maior porte. Além disso, dois drones auxiliam na operação de busca.

“Quando a máquina foi retirada de dentro do rio sem que o Renan estivesse preso a ela, nos reacendeu a esperança de encontrá-lo com vida. Vamos fazer o que for necessário para poder ajudar nessas buscas. Ele é uma pessoa muito querida na Ilha de Santana, onde estão a esposa e dois filhos esperando por ele. É um momento de angústia, mas a esperança não pode cessar”, disse o vice-presidente da Associação dos Catraieiros, Rafael Pereira.
- Entenda o caso
O Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP), em conjunto com a Marinha do Brasil e Guarda Portuária da Companhia Docas de Santana (CDSA), iniciou na tarde de terça-feira (16) a operação de busca e resgate do operador de empilhadeira Renan da Silva Lobato, de 30 anos, que desapareceu naquele dia depois que o equipamento que ele operava no porto da Companhia caiu dentro do rio Amazonas. Ele manobrava a empilhadeira em cima de uma balsa. A máquina pesa cerca de quatro toneladas.

Renan, seguindo as normas de segurança da empresa e do porto, trabalhava com o cinto de segurança afivelado. Após o registro do desaparecimento, as equipes de resgate iniciaram os trabalhos para tentar localizar o veículo. Utilizando um sonar, a Marinha localizou a empilhadeira à uma profundidade aproximada de 32 metros.
Na manhã de quarta-feira (17), o comandante da Capitania dos Portos no Amapá, capitão de Fragata João Batista da Conceição Reis, disse que o equipamento foi localizado pela equipe de mergulhadores do Corpo de Bombeiros, e que as condições no leito do rio não permitiram confirmar se a vítima estava presa à cabine. Uma corda-guia de segurança foi amarrada à empilhadeira.
- Içamento
Na quinta-feira (18), após três dias de operação, e com a amarração necessária feita por cabos de aço, a máquina foi finalmente içada. A vítima não foi localizada no equipamento. De acordo com a porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitã Greicy Kelly, que concedeu entrevista à Rádio Equinócio 99,1 FM, o trabalho da equipe de mergulho foi concluído, mas a operação entra em uma nova fase.

“Ao realizar o içamento da máquina, se constatou que o operador da empilhadeira (Renan) não estava preso ao veículo pelo cinto de segurança. Com isso, encerramos os trabalhos da equipe de mergulho e iniciamos uma nova fase. Agora, as equipes de busca superficial serão ativadas para mapear e percorrer o rio Amazonas e seus afluentes. É importante frisar que o trabalhador segue com a classificação de desaparecido”, explicou a capitã.



