Política Nacional

Governo prevê disputa difícil no Congresso para aprovar fim da taxa das blusinhas

Medida do governo que zera imposto de importação para compras internacionais precisa ser aprovada pelo Legislativo

Com o envio da MP (medida provisória) que acaba com a chamada taxa das blusinhas ao Congresso Nacional, o cenário ainda é incerto quanto à aprovação pelos deputados e senadores.

A medida provisória autoriza o Ministério da Fazenda a zerar o imposto de importação de 20% para compras de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas internacionais. A MP já está em vigor, mas precisa ser analisada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade.

Na avaliação de governistas, a medida provisória deve ser aprovada, mas com muito trabalho, pois não será uma tarefa fácil. No entanto, o respaldo popular em ano de eleições deve ajudar.

O argumento central de quem é contra a medida é que a indústria brasileira enfrenta elevados custos, o que reduz sua competitividade frente aos produtos importados; por isso, a decisão do governo seria apenas eleitoreira.

Parlamentares acreditam que haverá uma disputa entre políticos ligados ao setor empresarial, que querem manter a taxa, e aliados do governo.

A Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo emitiu um comunicado após a medida, defendendo uma compensação para empresas nacionais como alternativa, com o objetivo de garantir condições igualitárias de competição entre empresas nacionais e plataformas internacionais.

Eles falam em um tratamento tributário igualitário para compras nacionais de até R$ 250, alinhado aos critérios já aplicados às compras internacionais.

“A proposta busca construir mecanismos mais equilibrados, capazes de fortalecer a economia nacional, preservar empregos e garantir condições mais justas de competição”, diz a nota da frente parlamentar.

Para o senador Laércio Oliveira (PP-SE), a discussão deve ser feita sem antecipações. “É fundamental que esse debate ocorra com equilíbrio, responsabilidade e sem açodamentos”, afirma.

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