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Mil mulheres aguardam consultas ginecológicas e MP exige posicionamento da Secretaria de Saúde do Amapá

Devido à demora nas consultas ginecológicas no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), onde aproximadamente mil mulheres aguardam atendimento, o Ministério Público do Amapá (MP-AP) resolveu agir e cobrou respostas da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). O assunto foi discutido durante reunião realizada na Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde, conduzida pelos promotores Fábia Nilci e Wueber Penafort.

O objetivo do encontro foi acompanhar os avanços e dificuldades no atendimento das pacientes e exigir medidas para reduzir a fila de espera. O MP também quer que o Estado atualize o cadastro das mulheres que aguardam consultas e cirurgias ginecológicas, buscando diminuir o tempo de espera e garantir mais dignidade às pacientes.

Durante a reunião, a diretora da Maternidade Mãe Luzia, Cristiani Gomes, informou que o atendimento continua sendo realizado uma vez por semana por cada um dos sete médicos da unidade, enquanto as cirurgias são feitas por cinco profissionais. Ela confirmou que cerca de mil mulheres seguem aguardando por consultas. Como alternativa para reduzir a demanda, o Governo do Estado anunciou adesão ao programa federal “Agora Tem Mais Especialista”, que prevê a realização de 838 cirurgias ginecológicas, entre elas laqueaduras e histerectomias, no Hospital da Vila Amazonas, em Santana.

Ao final da reunião, ficou definido que a direção do HMML terá prazo de até 30 dias para atualizar os contatos das pacientes que estão na fila de espera. O MP recomendou ainda que o Estado assuma o controle da lista de cirurgias e organize o fluxo de atendimentos com acompanhamento rigoroso da produtividade dos profissionais. Já a Sesa pediu prazo de 10 dias para apresentar um cronograma e se comprometeu a entregar, até o dia 22 de maio, propostas de curto, médio e longo prazo para enfrentar o problema.

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