Planeta rosa com nuvens de sal surpreende astrônomos
James Webb desvenda atmosfera cheia de água, metano e amônia, mas deixa no ar a maior dúvida sobre o GJ 504b; afinal, é planeta gigante ou anã marrom?

Astrônomos ligados à Northwestern University identificaram nuvens de sal na atmosfera do GJ 504b, conhecido popularmente como planeta rosa.
A descoberta foi realizada por meio de observações do Telescópio Espacial James Webb e apresentada em um estudo divulgado em junho de 2026.
O resultado oferece a primeira evidência convincente de que nuvens formadas por sais minerais podem influenciar a atmosfera de um objeto tão frio.
Principais informações sobre o planeta rosa GJ 504b
- O GJ 504b está localizado a aproximadamente 57 anos-luz da Terra;
- Sua massa é cerca de 25 vezes superior à de Júpiter;
- A atmosfera contém vapor d’água, metano, dióxido de carbono e amônia;
- O James Webb encontrou fortes indícios de nuvens de sal;
- A classificação do objeto como planeta ou anã marrom continua em discussão.
GJ 504b pode não ser realmente um planeta
O apelidoplaneta rosa tornou o GJ 504b conhecido entre pesquisadores e admiradores da astronomia. Sua classificação científica, porém, permanece incerta.
A massa estimada coloca o objeto na fronteira entre os planetas gigantes gasosos e as anãs marrons.
Pesquisadores utilizam, por esse motivo, a expressão companheiro de massa planetária.
O termo descreve corpos semelhantes a planetas que orbitam estrelas, mas cuja origem e classificação ainda não foram completamente definidas.

Descoberta em 2013 iniciou um mistério astronômico
O GJ 504b foi descoberto em 2013, durante observações diretas de uma estrela semelhante ao Sol.
Sua temperatura atmosférica é estimada em aproximadamente 290 °C.
Esse valor parece elevado quando comparado às condições da Terra, mas é relativamente baixo para um corpo gasoso com essa massa.
Baixa luminosidade dificultou observações durante anos
A reduzida luminosidade do GJ 504b impediu análises atmosféricas detalhadas durante mais de uma década.
Diversas equipes científicas tentaram estudar sua luz com observatórios terrestres. Os instrumentos instalados em solo, entretanto, não possuíam sensibilidade suficiente para examinar o objeto com precisão.
Aneesh Baburaj, líder do estudo, explicou que essa dificuldade tornou o GJ 504b um alvo ideal para o James Webb. A capacidade do telescópio espacial permitiu observar regiões do espectro que antes permaneciam inacessíveis.
Nuvens de sal ajudam a resolver mistério de 15 anos
A existência de nuvens salinas em atmosferas frias havia sido prevista teoricamente há mais de 15 anos.
Evidências observacionais convincentes, contudo, ainda não haviam sido encontradas em um objeto com as características do GJ 504b. A equipe testou três modelos diferentes de nuvens durante a investigação.
As nuvens de sal apresentaram o melhor ajuste aos dados obtidos pelo James Webb.
O resultado mostrou que a presença dessas estrutura
s precisa ser considerada em estudos sobre atmosferas de mundos frios e pouco luminosos.



