A aprovação dos números finais ocorreu com 15 votos favoráveis e dois contrários. Outros 14 integrantes do órgão se abstiveram. Apesar da decisão, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, afirmou que partido dele, o Likud, não reconhece os resultados e pediu a prisão de líderes de partidos árabes-israelenses.
Conhecido por declarações extremistas contra os palestinos, Ben-Gvir questiona a participação das legendas árabes no processo eleitoral. Os partidos conquistaram uma presença recorde no Parlamento e podem ter papel decisivo nas negociações para a formação de uma nova coalizão.
A contestação ocorre em um momento de forte divisão política no país, que não registrou um bloco com maioria suficiente para governar sozinho no Parlamento, composto por 120 cadeiras.
Oposição acusa Netanyahu de atacar a democracia
O líder da oposição, Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, acusou o primeiro-ministro Benyamin Netanyahu de tentar enfraquecer as instituições democráticas e estimular hostilidade contra representantes eleitos.
Durante um evento em memória do ex-premiê Yitzhak Rabin, assassinado em 1995, Eisenkot afirmou que não permitirá que Israel seja conduzido para um cenário de ruptura democrática.

O oposicionista também advertiu Netanyahu contra a possibilidade de iniciar uma nova guerra contra o Irã em parceria com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Netanyahu é o primeiro-ministro que permaneceu por mais tempo no comando do governo israelense, tendo ocupado o cargo em diferentes períodos ao longo de quase duas décadas.
Diante da ausência de uma maioria definida no Parlamento, o presidente israelense, Isaac Herzog, iniciou nesta quarta-feira uma rodada de consultas com representantes dos partidos para discutir a composição do próximo governo.