Já imaginou navegar centenas de quilômetros pelo maior rio do mundo, sem paradas e dependendo apenas da força do vento?
Esse é um desafio gigante que o velejador amapaense Eliton Franco começa a encarar

Desafio “Em defesa da Amazônia” vai unir o esporte radical de alto rendimento com um grito de alerta sobre a preservação dos nossos rios e da biodiversidade.
O “Gigante das Águas” se prepara para ser o palco de uma prova de fogo . . . e de vento. Entre os dias 25 e 28 de outubro, o Rio Amazonas, em Macapá, vai receber o desafio “Em defesa da Amazônia”.

O velejador de longa distância Eliton Franco tenta estabelecer um novo recorde: a maior distância navegada em kitesurf hidrofoil em rio, em uma jornada contínua e sem desembarque.
Experiência não falta; em 2023, ele foi de Natal à Macapá. Eem 2024, cruzou toda a Foz do Amazonas e, em 2025, conectou Belém à capital amapaense.
Agora, o desafio é de pura resistência física e mental no quintal de casa.

Mais do que esporte, o projeto traz um propósito claro.
Atleta e voluntário da Fundação Mamíferos Aquáticos, ele usa a visibilidade da prancha para defender a conservação da biodiversidade, em um momento crucial de debates sobre o futuro ambiental e a exploração na costa do Amapá.
A preparação foi intensa. Em setembro, Eliton testou os limites em um treino de 10h seguidas no rio – foram quase 370km percorridos, a uma velocidade média de quase 38km/h
Para a AVAP (Associação de Velejadores do Estado do Amapá), o desafio consolida Macapá como a “Capital Nacional dos Ventos na Amazônia”.

A diretoria destaca que a região possui condições perfeitas e únicas no mundo para a prática de esportes náuticos.
O projeto serve de vitrine para atrair novos atletas, impulsionar o turismo ecológico e mostrar que o esporte de alto rendimento também nasce e se desenvolve com força nas águas do Rio Amazonas.
O desafio esportivo ganha ainda mais força diante de um momento decisivo para o futuro da região.
Com debates intensos sobre a perspectiva de exploração de petróleo na costa do Amapá, a expedição joga luz sobre a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável.
O projeto propõe uma reflexão profunda: mostrar que o verdadeiro e mais valioso potencial da Amazônia está na sua riqueza ambiental intocada e no turismo ecológico.



