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Meta é condenada a pagar US$ 25 bilhões por violação de dados nos EUA

Em 2018, a Meta, dona do Facebook, revelou que uma consultoria teve acesso a dados pessoais de 87 milhões de usuários da rede social

Um juiz do Novo México, nos Estados Unidos, condenou a Meta, dona do Instagram e do WhatsApp, a pagar US$ 25 bilhões (R$ 125,7 bilhões) por violação à privacidade de dados de usuários. A decisão foi publicada nessa quarta-feira (22).

A empresa foi processada após revelar que a consultoria política que trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump em 2016, a Cambridge Analytica, teve acesso a dados pessoais de até 87 milhões de usuários do Facebook, sem o consentimento deles.

O Novo México entrou com o processo contra a Meta em 2021. Em setembro, um júri considerou a empresa culpada de cometer mais de 43 milhões de violações da lei estadual de práticas comerciais desleais.

O número extraordinário de violações intencionais constatadas pelo júri, a duração e a repetição da conduta, a amplitude dos assuntos em que as violações ocorreram, o envolvimento da alta direção do Facebook, o tamanho do público alcançado no Novo México e a natureza claramente intencional e sistemática das repetidas declarações falsas do Facebook, estabelecidas nos autos do processo, justificam a pena máxima permitida pela Lei de Práticas Desleais do Novo México: US$ 5.000 por violação constatada pelo júri”, escreveu o juiz Francis Mathew, do Tribunal Distrital do Novo México, no processo.

A Meta disse que vai recorrer da decisão. “Essa decisão, e a abordagem do Procurador-Geral em relação à sua aplicação, tornam praticamente impossível fazer negócios no estado do Novo México”, disse CJ Mahoney, diretor jurídico da Meta, em um comunicado.

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