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ANP aprova 501 novos blocos exploratórios na Margem Equatorial

Decisão inclui novas áreas na Bacia da Foz do Amazonas e ocorre no mesmo momento em que Petrobras confirma segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, na costa do Amapá

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou a delimitação de 11 novos setores exploratórios na Margem Equatorial Brasileira, com a configuração de 501 novos blocos em uma área de aproximadamente 380 mil quilômetros quadrados.

Os novos setores estão distribuídos pelas bacias da Foz do Amazonas, Barreirinhas, Ceará, Potiguar e Pará-Maranhão. As áreas ficam em águas ultraprofundas, com lâmina d’água superior a 3 mil metros, e foram classificadas pela ANP como Nova Fronteira Exploratória.

A agência também ajustou os limites de três setores já existentes, entre eles o SFZA-AP4, na Bacia da Foz do Amazonas.

A ampliação tornou-se possível após a decisão da ONU, em março de 2025, que reconheceu a extensão da Plataforma Continental Brasileira. Segundo a ANP, a nova configuração cria uma base territorial para ampliar estudos geológicos e geofísicos e subsidiar futuras decisões sobre exploração de petróleo e gás.

Blocos ainda não serão leiloados

A ANP ressalta que a aprovação não significa que os 501 blocos serão automaticamente oferecidos às empresas petrolíferas.

Uma eventual inclusão dessas áreas na Oferta Permanente dependerá de novas análises e do cumprimento dos procedimentos regulatórios e socioambientais. A mudança também não interfere nos contratos atualmente em vigor.

A decisão ocorre no mesmo momento em que a Petrobras aumenta as expectativas sobre a Margem Equatorial. Nesta sexta-feira (2), a estatal confirmou uma segunda descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá.

A Petrobras ainda não divulgou o volume de petróleo existente no Morpho nem declarou a comercialidade da descoberta.

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