Puxadores de voto: como a matemática define deputados estaduais e federais
Série explica o papel dos puxadores de voto em eleições proporcionais no Brasil

Ano eleitoral traz sempre a mesma história de conveniência: partidos buscam puxadores de votos e vice-versa. Neste ano, vários famosos já estão filiados para o pleito de outubro, como apresentadores de televisão, personalidades da internet, ex-participantes de reality shows e ex-atletas.
Os puxadores de votos, em eleições proporcionais, são aqueles candidatos que costumam receber um número significativo de votos, em cada partido ou coligação durante eleições, e concorrem para ajudar a eleger outros que tenham sido menos votados. A estratégia também pode ajudar partidos a atingirem a cláusula de barreira, que permite acesso aos recursos do Fundo Partidário e à propaganda gratuita em rádio e televisão.

“Os dois primeiros números do partido, que eu digito na urna, né, eu vou dar aqui o exemplo do PSDB. PSDB tem a sigla 45. Então, quando eu coloco o dígito 4 e 5, eu estou falando, eu voto no PSDB. Quando eu coloco 1, 2, 3, que é do João, quer dizer que dentro do 45, dentro do PSDB, eu prefiro que seja o João eleito. Mas eu estou votando no partido”, afirma o advogado eleitoralista Pedro Mello.
É aí que entra a matemática: com a votação que cada legenda recebe é que é feito o cálculo do quociente eleitoral e o partidário, para a definição da quantidade de cadeiras para cada um dos partidos.
O primeiro turno das eleições será em 4 de outubro, e o segundo, em 25 de outubro. No pleito, eleitoras e eleitores votarão para presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.



