Probabilidade do El Niño ser muito forte passa de 90%
Projeção indica 75% de probabilidade de o evento ser o mais intenso já registrado desde 1950, com impactos severos no Brasil

O Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA) eleva a mais de 90% a probabilidade de um fenômeno El Niño “muito forte” para a primavera e o verão de 2026-2027 no Hemisfério Sul. A nova projeção, divulgada na quinta-feira (10), indica ainda 75% de chance de o evento ser o mais intenso registrado desde 1950.
- A probabilidade de um El Niño muito forte nas estações de 2026-2027 no Hemisfério Sul supera 90%, conforme a NOAA.
- Existe uma chance de 75% de que este El Niño se torne o mais poderoso já observado desde 1950.
- As consequências incluem períodos de seca no Norte e Nordeste e fortes chuvas no Sul do país, impactando navegação e agricultura.
O monitoramento contínuo da NOAA detalha uma progressão significativa. Em abril, indicava o fim do La Niña e apontava 61% de chance de El Niño entre maio e julho. Em maio, a probabilidade já havia escalado para 82%, refletindo o aquecimento das águas do Pacífico.
Em junho, o El Niño já estava em desenvolvimento inicial, com projeções indicando um fortalecimento acelerado em direção ao final de 2026 e ao verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul. A intensificação prosseguiu, e em agosto, as anomalias da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Leste ultrapassaram 3 °C.
Como o fenômeno El Niño se manifesta?
As consequências do El Niño variam significativamente por região. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alerta que, nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o fenômeno provoca chuvas abaixo da média. Isso pode levar à redução dos níveis dos rios, impactando a navegação, o acesso a comunidades, a pesca e o abastecimento de água.
Em contrapartida, as áreas mais ao sul do país experimentam chuvas acima da média, o que eleva o risco de enchentes e pode causar danos severos a infraestruturas ligadas à pesca e aquicultura. Além disso, em outras regiões, as temperaturas elevadas exigem atenção redobrada às condições hídricas e aos cultivos agrícolas.



