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Mulher mantida em cárcere por mais de uma semana é resgatada no Marajó

Companheiro foi preso após denúncia anônima em Breves (PA)

Uma mulher foi resgatada no último sábado, (29), após ser mantida em cárcere privado por mais de uma semana pelo próprio companheiro. O caso aconteceu na comunidade Furo Grande, em Breves, município do Arquipélago do Marajó, no Pará.

A vítima, moradora de Macapá, capital do Amapá, estava presa por meio de agressões e ameaças desde o dia 20 de agosto de 2026. A operação de resgate foi coordenada por equipes da Base Fluvial Integrada Antônio Lemos, ligada à Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup).

Uma denúncia anônima indicou o local onde a mulher estava mantida. Com base nessa informação, uma guarnição do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu) foi mobilizada.

Além disso, as polícias Militar e Civil prestaram apoio à operação. Em seguida, as equipes se deslocaram até o endereço indicado e encontraram a vítima, que confirmou as denúncias feitas.

Portanto, a ação foi concluída com rapidez graças à cooperação entre os órgãos.

Suspeito foi preso no local

O companheiro da vítima foi localizado nas proximidades da residência. Assim que identificado, recebeu voz de prisão das autoridades. Em seguida, foi encaminhado à delegacia para ficar à disposição da Justiça.

O secretário de Segurança Pública, Ed-lin Anselmo, destacou a importância da resposta rápida da corporação. Segundo ele, as ações no Marajó têm sido intensificadas para garantir atendimento mesmo em áreas remotas.

Ferramentas de proteção disponíveis para mulheres

O secretário Ed-lin Anselmo reforçou que as vítimas de violência devem acionar os canais de proteção disponíveis.

Entre as principais ferramentas do sistema de segurança pública para mulheres, destacam-se:

  • SOS Mulher 190: serviço integrado ao número de emergência, com identificação automática da vítima após cadastro prévio no site da Segup;
  • Deam Virtual: Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher com atendimento remoto;
  • Patrulha Maria da Penha: equipe especializada no acompanhamento de mulheres em situação de risco;
  • Totens de atendimento: pontos físicos de suporte distribuídos em locais estratégicos.

Como funciona o SOS Mulher 190?

O SOS Mulher 190 é a principal ferramenta de proteção do sistema. Para ativá-la, a mulher deve se cadastrar previamente no site da Segup.

Depois do cadastro, basta acionar o número 190 para que o sistema identifique a ligante de forma automática, sem necessidade de falar ao telefone.

Além disso, atendentes do Centro Integrado de Operações (Ciop) monitoram a localização da vítima em tempo real. Assim, uma guarnição policial é despachada imediatamente para o local indicado.

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