
Como parte das ações de promoção da segurança e da autonomia feminina, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), por meio da Comissão Permanente de Segurança Institucional, realizou, na quarta-feira (24), mais uma etapa do curso de defesa pessoal do programa Escudo Feminino: Estratégias de Autoproteção e Salvaguarda da Integridade da Mulher. A capacitação, reuniu magistradas, servidoras e colaboradoras das turmas 1 e 2, em atividades voltadas à autoproteção, prevenção de riscos e preservação da integridade física e emocional.
A aula foi ministrada pela cabo PM Tayná Feijão, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), especialista em defesa pessoal policial. No treinamento, as participantes receberam orientações e instruções práticas voltadas a técnicas de mobilidade, defesa em solo e imobilização de indivíduos. As atividades ocorreram na academia do Bope, localizada no Comando Geral da PM-AP, no Beirol.
Durante a instrução, a policial destacou a necessidade de treino prático nas turmas.
“Contamos com a participação do cabo M. Santos, que veio a meu convite para que pudéssemos adaptar as movimentações que estamos treinando a um modelo masculino. Treinar entre mulheres é o ideal, mas sabemos que a mecânica muda quando a execução ocorre contra um homem”, afirmou Tayná Feijão.
A policial ainda explicou que o preparo psicológico é essencial para situações de risco.
“Sempre trabalhamos o condicionamento mental aliado ao condicionamento físico, porque é fundamental estar preparada para situações adversas. Por isso, buscamos criar situações cada vez mais realistas para adaptar a mecânica dos movimentos e preparar o corpo para reagir adequadamente”.
Membro da coordenação do Escudo Feminino, a capitão Livea Rodrigues participou da aula e trouxe novidades sobre o curso.
“Organizamos novas atividades para o mês de agosto. Além das aulas de defesa pessoal, teremos instruções de direção defensiva especialmente voltadas às participantes do Programa Escudo Feminino”, comentou.
“A demanda por turmas em outras comarcas do Amapá também ocasionou a abertura de vagas além da capital do estado”, afirmou a policial militar. “As inscrições já estão abertas para as turmas de Mazagão e Santana. Foi uma demanda muito forte das mulheres que ainda não haviam sido contempladas pelo programa. Por isso, ouvimos esse pedido, porque percebemos que elas têm interesse e reconhecem a importância de aprender”.
Mais sobre o Programa Escudo Feminino
Iniciado em março de 2026, o programa Escudo Feminino é coordenado pela Comissão Permanente de Segurança Institucional, com execução do Gabinete Militar e da Secretaria de Comunicação do TJAP. A iniciativa integra a política institucional de valorização e proteção às mulheres da Corte.
O projeto tem como objetivo disseminar práticas de autoproteção entre mulheres que atuam no Poder Judiciário, para fortalecer a percepção de risco, a capacidade de prevenção e a adoção de estratégias seguras diante de situações de vulnerabilidade. A proposta ganha relevância diante do aumento dos casos de violência contra a mulher no estado, ao apresentar técnicas simples e eficazes de observação, prevenção e reação.



