Brasil encontra novos indícios de minerais críticos no fundo do Atlântico
Expedição do SGB investiga áreas com potencial para depósitos de cobre, zinco, ouro e prata; missão busca mapear recursos do fundo do mar e ampliar o conhecimento sobre o território marítimo

O Brasil identificou novos indícios de atividade hidrotermal em uma região do fundo do Oceano Atlântico com potencial para abrigar depósitos de cobre, zinco, ouro e prata.
Os resultados, divulgados na última quinta-feira (22), apontam a presença de anomalias de partículas em suspensão na água, que podem indicar a existência de fontes hidrotermais associadas à formação de depósitos minerais.
Apesar dos indícios, o SGB ressalta que ainda são necessárias análises complementares para confirmar a atividade hidrotermal e determinar o potencial mineral da região. Até o momento, não foram identificadas jazidas economicamente aproveitáveis.
A missão faz parte de um esforço brasileiro para ampliar o conhecimento geológico do fundo do oceano, identificar possíveis recursos naturais e reunir informações que possam subsidiar futuras decisões sobre exploração mineral e proteção ambiental.
À CNN, o Diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Francisco Valdir Silveira, explicou que o objetivo inicial não é extrair minério, mas compreender as características geológicas e os recursos existentes nas áreas investigadas.
Nossa missão é primeiro conhecer, explorar no sentido mais profundo da palavra, como foram os exploradores. Agora, nós estamos querendo explorar, conhecer o que está no fundo do mar, a vida, os recursos naturais e, por que não, os bens minerais que lá possam existir”, afirmou.
A expedição foi realizada entre 9 de setembro e 8 de outubro, a bordo do navio de pesquisa hidroceanográfico Vital de Oliveira, utilizado em atividades científicas desenvolvidas em cooperação entre a Marinha do Brasil, o SGB, a Petrobras e o MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).
Durante a viagem, os pesquisadores coletaram amostras de água e sedimentos do fundo marinho, além de realizar levantamentos geofísicos para compreender a estrutura geológica das áreas investigadas.



