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Morre Francisco Lino, um dos fundadores da Associação Boêmios do Laguinho

Nove décadas e um ano, foram 91 anos que Francisco Lino da Silva dedicou à missão na terra. Ele morreu no último domingo, 18 de outubro, e era reconhecido como um dos maiores nomes do samba amapaense. Durante esse período em que viveu, “Seu Lino” recebeu a consagração como “Menestrel da Nação Negra”.

Francisco Lino era compositor e poeta, e um dos fundadores da Associação Universidade de Samba Boêmios do Laguinho. Com sua morte, o Amapá perde uma das figuras mais emblemáticas da cultura popular. Mas ganha um legado que abriu caminhos.

Em 2000, recebeu a homenagem pela própria Boêmios do Laguinho com o enredo “Francisco Lino, o Menestrel da Nação Negra”. Quatro anos depois, recebeu oficialmente o título, reconhecimento que consolidou sua posição entre as maiores personalidades da cultura carnavalesca amapaense.

Mas fora dessa figura popular, poucos conheciam o seu Lino. A filha Patrícia Oliveira, disse que todos os momentos ao lado do pai ficaram na lembrança, onde também falou sobre o sentimento que família tinha no momento.

Simples, carismático e apaixonado pelo samba, Francisco Lino construiu uma história que se confunde com a própria trajetória do carnaval amapaense. Além de Pai, avô, bisavô e amigo, ele era sogro e foi justamente o genro, Maylon Paes, que emocionado, comentou sobre como o legado que ele deixa ficará na memória.

Como bom amapaense, Seu Lino gostava de bater papo e jogar conversa fora e sempre que tinha oportunidade de mostrar o dom da voz, ele assim fazia.

Durante o velório, muita gente foi prestar homenagens e entre os olhos marejados, abraços e confortos, fica o sentimento da saudade, além do legado e as lembranças que Francisco Lino da Silva deixou.

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