Mundo

Ataques russos matam seis pessoas e deixam 600 mil sem energia na Ucrânia

Ofensiva com mísseis balísticos e drones atingiu instalações energéticas e edifícios residenciais. Ataques aconteceram em diferentes regiões

Uma nova onda de ataques russos contra a Ucrânia deixou pelo menos seis pessoas mortas e cerca de 600 mil sem eletricidade nesta quarta-feira (14). Os bombardeios ocorreram durante a noite de terça-feira (13) para quarta e atingiram diferentes regiões do país, incluindo a capital, Kiev, além de instalações ligadas ao abastecimento de energia.

Segundo o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, as forças russas lançaram 39 mísseis balísticos e mais de 120 drones contra infraestruturas energéticas e outros alvos considerados estratégicos nas regiões de Kiev e Kharkiv.

Na capital, três pessoas morreram e outras ficaram feridas após ataques que atingiram áreas residenciais e uma usina termelétrica. Também foram registradas duas mortes na região de Dnipropetrovsk e uma em Zaporíjia, no sudeste do país.

Os bombardeios provocaram interrupções no fornecimento de energia em diversos pontos da Ucrânia. De acordo com Zelensky, 26 instalações do sistema elétrico e outras quatro estruturas dos setores de petróleo e gás sofreram danos.

Zelensky cobra apoio dos EUA

O presidente ucraniano afirmou que o país não recebeu aviso antecipado de seus aliados ocidentais sobre os mísseis que se aproximavam de Kiev. Segundo ele, os sistemas de defesa só detectaram os projéteis quando já estavam próximos da capital.

Zelensky também criticou a ofensiva por atingir estruturas energéticas que, segundo ele, deveriam estar protegidas por uma trégua anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

No domingo (11), Trump afirmou que Rússia e Ucrânia haviam concordado em suspender ataques contra infraestruturas energéticas. No entanto, não houve confirmação pública de um acordo formal pelas duas partes.

Para Zelensky, a nova ofensiva demonstra desrespeito de Moscou em relação a Washington. O líder ucraniano pediu que os Estados Unidos adotem medidas mais firmes contra a Rússia e reforcem o fornecimento de equipamentos de defesa aérea.

Mostrar mais

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo