Projeto Ecoar realiza encontros de acolhimento e escuta para mulheres vítimas de violência doméstica

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) promoveu novos encontros do Projeto Ecoar: Vozes Femininas. As atividades de acolhimento, escuta e apoio a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar tiveram como palco o Centro Justiça Restaurativa (Cejure), no Fórum de Macapá (Avenida FAB, nº 1737) e o Centro de Atendimento à Mulher e à Família (Camuf), localizado na Rua São José, nº 1570.
A iniciativa é conduzida pelas psicólogas Adriana Baldez, do Cejure/TJAP, e Idianne Medeiros, do Centro de Atendimento à Vítima (Ceavit/TJAP). As ações reuniram as participantes em ambiente de partilha e reflexão sobre seus direitos e a rede de proteção.

Sobre a relevância da iniciativa, a psicóloga Idianne Medeiros defendeu que criar espaços de diálogo e acolhimento é um passo imprescindível para que essas mulheres percebam que não estão sozinhas. “Quando falamos abertamente sobre as formas de violência, desmistificamos medos e mostramos que a denúncia é um instrumento de resgate da vida”, complementou.
Mesmo com 20 anos da Lei Maria da Penha, nosso papel diário é traduzir essa proteção em prática. Explicamos como a rede de atendimento funciona e garantimos que cada mulher conheça seus direitos, resgate sua autoestima e reencontre caminhos possíveis para o seu autocuidado e recomeço”, registrou a psicóloga.
Sobre o Projeto Ecoar: Vozes Femininas
O Projeto Ecoar consiste na realização de círculos de diálogo com vítimas diretas de violência doméstica e é uma iniciativa do Tribunal de Justiça do Amapá, por meio do Centro de Justiça Restaurativa de Macapá (Cejure), em parceria com o Centro de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (Ceavit).
A ação tem como objetivo promover um espaço de apoio, escuta, acolhimento e fortalecimento para as vítimas de violência doméstica, encaminhadas por meio de processos judiciais aos referidos setores, conforme prevê a Resolução nº 253, de 4 de setembro de 2018, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os encontros são realizados na quinta e na sexta-feira da última semana de cada mês.




