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Fachin tenta selar trégua no STF, enfrenta resistência e clima segue tenso

Presidente da Corte tenta evitar embates públicos e promover consensos internos antes de levar assuntos ao plenário

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, quer mudar a estratégia para tentar baixar a temperatura institucional. O adiamento dos julgamentos que poderiam levar os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça a serem investigados é um dos movimentos.

Nessa quinta-feira (17), Fachin cancelou a sessão de julgamentos pela terceira vez. A tentativa do ministro é evitar embates e acusações públicas televisionadas.

A orientação agora é evitar divergências públicas e construir consensos prévios antes de levar matérias sensíveis a plenário.

Sem trégua?

A tentativa de Fachin, no entanto, pode ser ameaçada por uma ala que não parece disposta a aceitar o acordo de bastidor. Nessa quinta-feira, ministro Gilmar Mendes foi para as redes sociais criticar o ministro André Mendonça, que rebateu por meio de nota oficial.

A avaliação que prevaleceu entre os magistrados é a de que o desgaste da imagem da Corte atingiu um limite crítico. Com a exposição ostensiva, o tribunal acabou alimentando a polarização externa e enfraquecendo sua própria coesão.

Ao desacelerar os processos que envolviam Moraes e Mendonça, o Supremo sinaliza ao meio político que a Corte prefere a autorregulação ao confronto aberto, buscando restabelecer uma zona de estabilidade e previsibilidade jurídica sem abdicar de suas prerrogativas.

Se a estratégia de “panos quentes” será suficiente para estancar a crise em definitivo, contudo, é uma resposta que dependerá dos próximos passos do cenário político nacional.

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