Copa do Mundo 2026 começa com ameaça climática e política e com sonho pelo hexa
Abertura do Mundial é nesta quinta-feira (11) com a partida entre México e África do Sul às 16h; estreia do Brasil é no sábado (13)

A Copa do Mundo de 2026 começa nesta quarta-feira (11) com a maior edição da história do torneio. São 48 seleções, divididas em 12 grupos e uma fase de mata-mata a mais para deixar o Mundial ainda mais desafiador. Essa é a primeira vez que a competição vai ter 104 jogos no total.
Além disso, o Mundial será disputado em três países: Estados Unidos, Canadá e México. O jogo de abertura acontece hoje, às 16h, entre México e África do Sul. Os outros dois anfitriões entram em campo nesta sexta-feira (13): os canadenses enfrentam a Bósnia e Herzegovina às 16h, e os norte-americanos encaram o Paraguai às 22h.
Brasil busca o hexa após 24 anos de jejum
Argentina (atual campeã), França, Espanha, Portugal, Inglaterra e Brasil entram como as equipes favoritas para vencer o Mundial. No Grupo C, a Seleção Brasileira começa a fase de grupos contra Marrocos, Haiti e Escócia e tenta acabar com um jejum de 24 anos sem conquistar uma Copa.
Em busca do hexa, Carlo Ancelotti comanda uma equipe pela primeira vez no Mundial e aposta em nomes como Vini Jr. e Endrick, além do retorno de Neymar, que disputa o quarto Mundial da carreira.

O camisa 10 da seleção brasileira, porém, não estará no jogo de estreia do Brasil. Ele se recupera de uma lesão de grau 2 na panturrilha, e a expectativa da equipe médica brasileira é que ele continue evoluindo nos próximos dias.
Terror climático, insegurança e crise política
Fora dos gramados, muitas questões preocupam a Fifa. A partida de abertura, por exemplo, entre México e África do Sul, às 16h de hoje, no Estádio da Cidade do México, sofre com ameaças de cancelamento ou adiamento devido a tempestades previstas para o horário da partida.
Além das fortes chuvas, o calor extremo é outra preocupação, que já foi uma pauta durante o Mundial de Clubes de 2025.
O jogo também está ameaçado por conta da greve de professores no México. Uma ala radical do sindicato tem como principal alvo o início da Copa do Mundo. No início do mês, confrontos entre os manifestantes e a polícia mexicana saíram do controle e levaram ao bloqueio de rodovias e ao incêndio de estátuas da Copa do Mundo.
O México vive uma onda de violência desde a morte do líder do cartel Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, em fevereiro. A insegurança virou parte da rotina de cidades como Guadalajara, uma das sedes da Copa do Mundo.
Os Estados Unidos também vivem um contexto político complicado devido ao conflito com o Irã. O presidente Donald Trump havia dito que os dois países estavam próximos de um acordo de cessar-fogo. Na noite de ontem, porém, os EUA voltaram a atacar o Irã, que reagiu.
A seleção do Irã só poderá entrar nos Estados Unidos na véspera dos jogos na fase de grupos da Copa do Mundo, não mais no dia dos jogos. A equipe está treinando em Tijuana, no México. E o conflito pode se estender para dentro dos gramados, já que as duas seleções têm grandes chances de se enfrentar nos mata-matas.
O excesso de rigor com vistos e entradas de estrangeiros nos Estados Unidos tem gerado um impasse para torcedores, membros da comissão técnica e até juízes.
O caso mais recente é o do árbitro da Somália, Omar Abdulkadir, que foi barrado de entrar nos Estados Unidos por agentes de imigração após dificuldades no processo de obtenção de visto. Abdulkadir é considerado um dos melhores árbitros do continente africano e estava convocado para o Mundial. O país africano cobrou explicações à Fifa.



