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Uso de presos, perdão de dívidas: como Putin tenta atrair soldados na guerra contra a Ucrânia

Para ter acesso ao benefício, os recrutas devem permanecer pelo menos um ano em serviço

Em meio à guerra contra a Ucrânia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou uma nova medida voltada ao fortalecimento das tropas russas. O líder do Kremlin aprovou um decreto que elimina dívidas de até 10 milhões de rublos (cerca de R$ 697 mil) para cidadãos que firmarem contrato com as Forças Armadas após 1º de maio deste ano.

O programa de perdão financeiro também contempla os cônjuges de novos militares. Para receber o benefício, os recrutas precisam assumir compromisso mínimo de um ano de serviço.

A medida faz parte de um pacote de estímulos criado por Moscou para aumentar o número de combatentes. Nos últimos anos, o governo da Rússia passou a oferecer mais vantagens financeiras aos interessados em participar da guerra, incluindo remunerações elevadas, benefícios na área da educação e oportunidades de crescimento profissional.

Entre as ações anunciadas, aponta a DW, também está a concessão de prioridade a veteranos em processos seletivos para universidades e em cargos considerados de destaque no país.

Além da medida de anistia das dívidas, Putin também aprovou uma nova lei que permite o envio das Forças Armadas da Rússia para atuar fora do país na proteção de cidadãos russos envolvidos em processos judiciais no exterior.

Segundo informações da agência EFE, a norma poderá servir de base para ações militares em países onde russos sejam presos ou processados em circunstâncias consideradas ilegítimas por Moscou.

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