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Lula: falta pouco para anunciar se há petróleo na Foz do Amazonas

Presidente defendeu que, se houver petróleo na Margem Equatorial brasileira, que seja para beneficiar todos os estados da Região Norte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que “falta pouco tempo” para a Petrobras anunciar se há, ou não, petróleo na Foz do Rio Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.

A autorização da Petrobras para fazer a prospecção na região foi concedida pelo Ibama em outubro do ano passado. À época, a presidente da estatal, Magda Chambriard, prometeu operar com “segurança, responsabilidade e qualidade técnica”.

A perfuração foi iniciada imediatamente, e a duração inicial prevista dos estudos era de cinco meses. O projeto, no entanto, é alvo de críticas por ambientalistas, que temem danos irreversíveis ao meio ambiente.

“Penso que falta pouco tempo para a Petrobras anunciar se tem ou não o petróleo que a gente imagina que tem. Todos os estudos estão feitos, tudo está aprovado. Ou seja, nós temos, obviamente, muita responsabilidade de extrair o petróleo lá, mas nós temos uma vantagem, que é a expertise da Petrobras”, declarou Lula.

O chefe do Planalto disse ainda que, se houver poços da commodity na região, todos os estados da Região Norte deverão ser beneficiados.

“Se tiver a quantidade de petróleo que a gente imagina que tem, vai ser muito bom para desenvolver a Região Norte, para desenvolver a região do Amapá. Mas não só o Amapá, os estados do Norte vão ter de ser beneficiados com essa riqueza se a gente encontrar aquilo que a gente está pensando, seja petróleo, seja gás”, defendeu o presidente.

Entenda

  • A Margem Equatorial é uma região da costa do Brasil que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte. É apontada como uma nova fronteira de exploração de petróleo e gás.
  • A Margem Equatorial é composta por cinco bacias sedimentares: Potiguar, Ceará, Barreirinhas, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas.
  • A Petrobras prevê investimento de mais de US$ 3 bilhões na Margem Equatorial até 2028. O plano de negócios da companhia projeta a perfuração de 16 poços na região.
  • O projeto, no entanto, é alvo de críticas por ambientalistas que temem danos irreversíveis ao meio ambiente.
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