Tambor da Liberdade celebra ancestralidade quilombola e fortalece a memória negra no Curiaú
Projeto idealizado por Pedro Bolão reúne mestres da cultura tradicional, artistas amapaenses e comunidade em um grande encontro de resistência, identidade e valorização das raízes afro-amapaenses
O Comitê de Cultura do Amapá realiza nesta quarta-feira (13), em parceria com o artista Pedro Bolão, o projeto Tambor da Liberdade, no Quilombo do Curiaú, em Macapá. A iniciativa surge como um poderoso ato de valorização da ancestralidade negra, da memória quilombola e da preservação das tradições culturais que moldam a identidade do povo amapaense.
Idealizado por Pedro Bolão, integrante do grupo Raízes do Bolão, o projeto busca resgatar histórias de homens e mulheres negros que construíram a trajetória da comunidade do Curiaú, além de promover reflexões sobre a vivência da população negra na atualidade. O encontro pretende unir cultura, educação, pertencimento e resistência por meio da música, da oralidade e das tradições afro-amapaenses.

“Tambor da Liberdade nasce da necessidade de manter viva a memória dos nossos ancestrais e de fazer com que as novas gerações entendam a força e a importância do povo quilombola para a construção da identidade do Amapá. O Curiaú é um território sagrado de resistência, e celebrar essa história é também reafirmar nossa existência, nossa cultura e nossa liberdade”, destaca Pedro Bolão.
A programação propõe uma verdadeira imersão na identidade quilombola, iniciando com a Oficina de Ritmos ministrada por Diego Bolão e Ismael Biluca. Inspirado na trajetória de Benedita Carlota do Rosário – nascida em 13 de maio de 1888, no Curiaú – o projeto também reverencia a memória das mulheres negras guardiãs da cultura e da espiritualidade afro-amapaense.

O momento mais simbólico da programação será a roda de conversa e a vivência do Marabaixo, conduzidas pelas mestras Esmeraldina dos Santos e Benedita Ricarda, referências fundamentais na preservação dos saberes ancestrais do quilombo.
A celebração contará ainda com apresentações e participações de importantes artistas do cenário cultural amapaense, entre eles Brenda Melo, Afro Criau, Zé Miguel, Silmara Lobato, Sabrina Zahara, Mayara Braga, Helder Brandão, Beto Oscar e Laura do Marabaixo.

Para o coordenador geral do Comitê de Cultura do Amapá, Claudio Silva, iniciativas como o Tambor da Liberdade reforçam a importância da cultura popular como instrumento de transformação social e fortalecimento da identidade coletiva.
“O Tambor da Liberdade é um projeto necessário porque reconhece o protagonismo do povo quilombola e valoriza um patrimônio cultural que pertence a toda a sociedade amapaense. Quando fortalecemos espaços de memória, tradição e pertencimento, estamos também fortalecendo a cidadania, o respeito às nossas origens e o futuro das próximas gerações”, afirma Claudio Silva.
Com entrada gratuita, o evento convida toda a população amapaense a participar dessa grande celebração da cultura negra, da resistência e da força ancestral do Quilombo do Curiaú.
Projeto realizado com apoio do Programa Nacional dos Comitês de Cultura no Amapá, Ministério da Cultura, Organização da Sociedade Civil Oiapoque Yakaikani (OSC Oiapoque) e Associação Ói Nóiz Akí.
Serviço
Tambor da Liberdade
Dia: 13 de maio
Local: Maloca da Tia Chiquinha, no Curiaú
Hora: a partir das 15h
Entrada gratuita
- Atendimento à imprensa: Mary Paes (96) 99179-4950



