Código de princípios e condutas dos Sacerdotes Cavaleiros Templários


Mestre Maçom
Desde que nascemos, deparamo-nos com uma série de códigos que a sociedade nos impõe. A existência de códigos de conduta na vida diária é uma construção social e histórica que visa nortear nosso comportamento, definir a estratificação social e estabelecer regras de convivência, lealdade e honra.
Esses códigos nos são apresentados e muitas vezes impostos de várias formas: Na maioria, travestidos em normas sociais de amizade á princípios éticos baseados em virtudes como coragem, honestidade e responsabilidade.
O Código de Princípios e Condutas dos Sacerdotes Cavaleiros Templários constitui um compêndio moral e espiritual que orienta não apenas a postura ritualística de seus membros, mas, sobretudo, sua vivência no mundo profano. Inspirado nos valores do cristianismo primitivo e nas tradições cavaleirescas que moldaram a mística templária, este código transcende normas formais, erigindo-se como verdadeiro guia de vida.
Antes de tudo, o Sacerdote Cavaleiro Templário é chamado à fidelidade inabalável ao Grande Arquiteto do Universo, reconhecendo na fé cristã o fundamento de sua jornada iniciática. Tal fidelidade não se limita à profissão de crença, mas exige coerência entre palavra, pensamento e ação, refletindo no cotidiano os ensinamentos de Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (João 14:6). Assim, deve o templário buscar viver segundo o mandamento maior: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39).
A honra figura como pilar essencial desse código. O templário deve pautar sua conduta pela retidão, pela verdade e pela integridade, sendo exemplo vivo de caráter. Sua palavra deve possuir o peso de um juramento, conforme ensinado: “Seja o vosso falar: sim, sim; não, não” (Mateus 5:37). Suas atitudes devem ser guiadas pela justiça, lembrando sempre que “o Senhor pesa os corações” (Provérbios 21:2).
Outro princípio fundamental é o da disciplina. O Sacerdote Cavaleiro Templário é, por excelência, um guardião de si mesmo. Domina seus impulsos, ordena seus pensamentos e age com prudência, pois “melhor é o que demonstra paciência, resignação e tolerância, do que o valente que toma uma cidade” (Provérbios 16:32). A disciplina, portanto, é instrumento de aperfeiçoamento espiritual e caminho de elevação moral.
A caridade, em sua mais ampla acepção, constitui dever inalienável. Não se restringe ao auxílio material, mas se estende à prática constante do bem, conforme orienta a Escritura: “Ainda que eu distribuísse todos os meus bens aos pobres… e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria” (1 Coríntios 13:3). O templário deve ser agente de transformação, lembrando que “a fé sem obras é morta” (Tiago 2:17).
No campo da conduta, exige-se postura discreta e respeitosa, tanto no ambiente ritual quanto fora dele. O Sacerdote Cavaleiro Templário deve preservar os ensinamentos que lhe foram confiados, exercendo o silêncio como virtude e a prudência como escudo, conforme está escrito: “O que guarda a sua boca conserva a sua alma” (Provérbios 13:3). Sua vida deve ser exemplo, evitando excessos e vaidades, pois “tudo me é lícito, mas nem tudo convém” (1 Coríntios 6:12).
A lealdade à Ordem e aos irmãos é outro aspecto central. Essa lealdade se manifesta na união, no apoio mútuo e no respeito às tradições estabelecidas. O espírito de fraternidade deve prevalecer, conforme ensina: “Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união” (Salmos 133:1). Tal união fortalece os laços que sustentam a missão comum de aperfeiçoamento moral e espiritual.
Por fim, o Sacerdote Cavaleiro Templário é um perpetuador de valores. Cabe-lhe transmitir, com zelo e responsabilidade, os princípios que recebeu, lembrando a exortação: “O que de mim ouviste… confia-o a homens fiéis, que sejam idôneos para também ensinarem os outros” (2 Timóteo 2:2). Sua vida deve ser testemunho vivo da verdade, pois “vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14).
Assim, o Código de Princípios e Condutas não se limita a um conjunto de diretrizes, mas se revela como um compromisso solene com uma vida de retidão, fé e serviço. Ser Sacerdote Cavaleiro Templário é assumir a responsabilidade de ser luz em meio às trevas, guardião da verdade e servidor da humanidade, combatendo o bom combate da fé (2 Timóteo 4:7).



