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Derrota para a França mostra abismo entre seleção e europeus

O duelo nos Estados Unidos, um dos palcos da Copa, revelou as carências do futebol nacional

O Brasil levou azar ao chegar para a data Fifa desfalcada de jogadores como Militão, Gabriel Magalhães, Alex Sandro, Bruno Guimarães e Estêvão. Para piorar, Marquinhos não entrou em campo ao se queixar de dores no quadril.

O técnico Carlo Ancelotti não opera milagres e fez o que pôde ao montar a equipe para enfrentar a poderosa França, talvez a seleção com a maior constelação de craques da atualidade.

Os comandados de Didier Deschamps pecam pelo conjunto, mas resolvem a parada na individualidade, a começar por Mbappé, que abriu o placar da partida em Boston com um belíssimo gol aos 31 do primeiro tempo. 

O amistoso contra a França poderia ser decisivo para Ancelotti acertar as últimas peças para a Copa, mas a realidade foi absolutamente diferente. O estreante Léo Pereira, por exemplo, falhou no lance que resultou no primeiro gol francês e Casemiro, titular absoluto, não foi bem na jogada. Bremer cometeu erros de passes, apesar de ter se destacado ao marcar o de honra da seleção.  

Vini Jr. talvez tenha sido a maior decepção da equipe amarela, nesta quinta-feira. Esbarrou inúmeras vezes na marcação contrária, finalizou pouco e teve uma boa chance nos acréscimos. O goleiro Ederson, que só atuou por causa do corte de Alisson, mostrou que tem dificuldades para sair jogando com os pés e sofreu quando a França adiantou a marcação. 

A seleção brasileira não soube aproveitar a vantagem numérica. Depois que Upamecano foi expulso, aos nove minutos da etapa final, os europeus ampliaram o placar com Ekitiké, dez minutos depois. Aos 32, Bremer diminuiu e os comandados de Ancelotti podiam ter empatado. De positivo, foi o desempenho de Luiz Henrique que entrou no lugar de Raphinha, que sentiu a coxa, e encarou bem o desafio ao criar lances de perigo.  

Após a partida, o técnico Ancelotti deu respostas protocolares à imprensa e não deixou de demonstrar otimismo:

(…) Acho que o jogo de hoje deixa muito claro para mim: podemos competir com as melhores equipes do mundo. Não tenho nenhuma dúvida. Olhando o jogo de hoje, jogamos contra uma equipe muito forte, de muita qualidade, competimos até o último minuto para tentar ganhar o jogo. (…).”

O treinador convocou o zagueiro Vitor Reis, do Girona, para o amistoso diante da Croácia, na terça-feira, em Orlando.  

Que a equipe brasileira tem potencial para melhorar, não há dúvida. Entretanto, Ancelotti, que afirmou estar satisfeito “pela metade”, ainda tem muitos desafios para estar satisfeito por completo. A derrota para a França só ampliou o pessimismo da torcida com a seleção. 

Nesta quinta-feira, a Itália venceu a Irlanda do Norte por 2 a 0. em Bérgamo, pela semifinal de uma das repescagens. A equipe vai definir contra a Bósnia, na próxima terça, a vaga para a Copa de 2026. Lembrando que a “squadra azzurra” foi ausência nos dois últimos mundiais (2018 e 2022).

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