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Armas antissatélite, mísseis lançados debaixo d’água: veja desejos da Coreia do Norte

Mídia estatal estima que capacidade de defesa do país deve atingir patamar ‘incomparável’ nos próximos 5 anos

A Coreia do Norte planeja ampliar de forma significativa a sua capacidade nuclear. O projeto inclui o desenvolvimento de novos sistemas de armas, além da modernização do poderio já existente, segundo a mídia estatal.

Entre as prioridades, aponta a KCNA, está o desenvolvimento de mísseis balísticos intercontinentais com lançamento terrestre e submarino, além de sistemas de ataque não tripulados equipados com inteligência artificial.

O plano também prevê o desenvolvimento de plataformas de atuação no ambiente digital capazes de desarticular centros de comando adversários, além da ampliação de sistemas de mísseis operacionais e táticos.

A mídia estatal destaca o desejo do regime norte-coreano em reforçar as armas para conter inimigos, com destaque para os lançadores múltiplos de foguetes de calibre 600 milímetros e os lançadores múltiplos de foguetes de calibre 240 milímetros. O objetivo é aumentar a densidade e a durabilidade do ataque do poderio.

Segundo a KCNA, ao fim dos próximos cinco anos a capacidade de defesa nacional deve atingir um patamar considerado “incomparável” e “atingirão um nível tão elevado que os inimigos não conseguirão competir”.

Ameaça à Coreia do Sul

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmoubque o país pode “destruir completamente” a vizinha Coreia do Sul, caso sua segurança seja ameaçada.

Ele reiterou sua recusa em dialogar com Seul, mas deixou a porta aberta para o diálogo com o governo dos Estados Unidos ao concluir um congresso que definiu as metas políticas para os próximos cinco anos.

No congresso, Kim pediu que Washington descarte o que ele percebe como políticas “hostis” em relação à Coreia do Norte se quiser retomar o diálogo há muito paralisado.

O Ministério da Unificação da Coreia do Sul, por sua vez, disse que é lamentável que o país vizinho continue a definir as relações intercoreanas como hostis e que Seul “pacientemente” buscará esforços para estabilizar a paz.

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