Editorial — O Amapá não pode ser figurante no caso Master
A Amapá Previdência era conduzida por Jocildo Lemos, apadrinhado político de Davi Alcolumbre
O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) cobrou, em pronunciamento em plenário nesta terça-feira (24), a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o que classificou como o maior escândalo do sistema financeiro do país. De acordo com o senador, a CPI do Banco Master está pronta para ser instalada desde antes do recesso parlamentar. Ele afirmou que a comissão é “inegociável” e que o senado precisa dar uma resposta à sociedade.
A cobrança foi direcionada ao presidente da casa, Davi Alcolumbre (UNIÃO-AP)
O Amapá aparece nesse caso de forma direta por causa da AMPREV, que tem cerca de R$ 400 milhões investidos no Banco Master. Estamos falando de recursos da previdência estadual — dinheiro de servidores ativos e aposentados. Na ocasião do investimento, o presidente da autarquia era Jocildo Lemos, apadrinhado político do senador amapaense.

Nos últimos dias, chamou atenção a dificuldade para reunir assinaturas suficientes para a CPMI no Congresso. E isso gerou um incômodo legítimo. Não por disputa política, mas porque, quando se trata de um valor dessa magnitude, espera-se mobilização proporcional.
Talvez ainda não tenhamos dimensionado o que representam Quatrocentos Milhões de Reais dentro da realidade do Amapá.
Afinal, são R$ 400 milhões.
E é com esse pano de fundo que você vai acompanhar agora a opinião do jornalista Luis Eduardo
Veja a íntegra do discurso em plenário do senador cearense
Procurada pela reportagem, a assessoria de Davi Alcolumbre informou que o presidente do Congresso Nacional não irá se manifestar



