Comandante-geral da PM nega ataque à guarnição da COE e diz que perícia investiga causas de sinistro em viatura do Bope

Viatura da COE (Companhia de Operações Especiais) incendiou na noite de segunda-feira (7) na região da Baixada do Ambrósio, em Santana. Perícia apura causas do sinistro. Um policial ficou ferido
Elden Carlos / Editor
O policial militar, Fabrício Barbosa, que integra a Companhia de Operações Especiais (COE), que é a 3ª companhia do Batalhão de Operações Especiais (Bope), sofreu um grave ferimento na perna esquerda na noite de segunda-feira (7) depois que um sinistro atingiu a viatura em que ele estava embarcado durante a Operação Hórus, deflagrada na Baixada do Ambrósio, em Santana, município distante 17 quilômetros da capital.
Em entrevista na manhã desta terça-feira (8) ao programa “Primeira Opção’, da Rádio Equinócio (99,1FM), o comandante-geral da Polícia Militar do Amapá, coronel Adilton Corrêa, desmentiu a falsa notícia de que o soldado tenha sido alvejado durante um suposto ataque de criminosos naquela região periférica.
“Havia duas viaturas do Bope dando apoio à operação Hórus. No final do serviço – após terem patrulhado a região – os policiais embarcaram e na saída houve o sinistro dentro da viatura. As causas estão sendo apuradas. Nem mesmo os policiais souberam precisar o que houve. Se sabe apenas que ocorreu uma espécie de explosão, mas os detalhes somente a perícia poderá revelar. É importante frisar que dentro dessas viaturas existem agentes químicos. O fato é que a guarnição conseguiu desembarcar rapidamente, mas o soldado acabou sofrendo um ferimento na perna esquerda. Ele foi socorrido e está sob cuidados médicos no hospital de Santana. Uma médica da Polícia Militar faz o acompanhamento do policial e estamos dando todo suporte necessário”, disse o comandante.
O coronel explicou ainda que os estampidos ouvidos pelos moradores – e divulgados nas redes sociais – não eram resultados de um suposto confronto, mas, sim, de material explosivo que estava na viatura sinistrada.
“Tínhamos armamento e munições dentro do veículo. Então, as chamas provocaram as micro explosões, nada além disso. Repito, não houve qualquer tipo de ataque ou confronto armado”, concluiu.



