Síndrome Gripal: Leite materno é eficaz na prevenção e combate às síndromes respiratórias

Logo nas primeiras horas de vida de uma criança, mãe e filho se conectam na “hora dourada”, a primeira alimentação do recém-nascido no peito. Esse momento é imprescindível para a criança, pois o primeiro leite materno vem rico em anticorpos e gordura, essenciais para a saciedade e proteção contra infecções após o nascimento.
É por esse motivo que o aleitamento materno é um importante aliado no combate às síndromes respiratórias que o Amapá enfrenta, sobretudo em crianças com menos de 6 meses de vida, que ainda não têm a idade mínima para receber a vacina contra Influenza. Para ter os benefícios, é essencial que a mãe esteja imunizada e com a caderneta de vacinação em dia.
Após decreto de estado de emergência em saúde pública, no dia 13 de maio, o Governo do Estado tem ampliado as ações de combate ao surto de síndromes gripais, que atinge, sobretudo, crianças menores de 6 anos de idade.
Na maternidade Mãe Luzia, até o levantamento da tarde de terça-feira, 23, foram registrados 13 bebês de até 28 dias de vida internados por conta da doença. A vacina contra Influenza, aplicada a partir dos 6 meses de vida, é a principal forma de prevenir o contágio e agravamento das síndromes respiratórias.
De acordo com a coordenadora do Banco de Leite Humano (BLH) da Maternidade Mãe Luzia, Darcineyde Dias, para as crianças abaixo dessa idade mínima, a vacina é a amamentação.
“Após o nascimento, a primeira mamada é considerada a primeira vacina que a criança toma, pois nela vêm todos os anticorpos que a mãe possui, inclusive das vacinas que ela tomou. Nesse momento em que vivemos um surto de doenças, aquelas crianças abaixo de seis meses são beneficiadas pela amamentação, por isso é fundamental que a mãe esteja vacinada”, explica Darcineyde.