Polícia Civil prende integrantes de organização criminosa por homicídio no Igarapé da Fortaleza

Nesta quarta-feira (21), a Polícia Civil do do Amapá, por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Santana, deu cumprimento a mandados de prisão preventiva contra dois integrantes de organização criminosa, ambos de 25 anos de idade, durante diligências deflagradas no bairro Igarapé da Fortaleza.
As ordens de prisão foram expedidas pelo Poder Judiciário a partir do Inquérito Policial que apurou a execução sumária da vítima, de 26 anos.
De acordo com as investigações, o crime ocorreu entre a noite de 17 de maio e a madrugada de 18 de maio de 2026. A vítima aguardava embarque para uma viagem de trabalho ao interior do Estado e foi até as proximidades da Arena de Futebol do Igarapé da Fortaleza, onde foi abordada pelos investigados. Ao tomarem conhecimento de que o homem morava no bairro Monte das Oliveiras – área associada a grupo rival – os investigados passaram a agredi-lo, subtraíram seu telefone celular e o mantiveram refém em um beco isolado por mais de quatro horas.
Por volta das 2h da madrugada, cercado e desarmado, o jovem foi conduzido a pé até a Ponte do Atalaia e levado para uma área de mata fechada, onde foi sumariamente executado com disparos de revólver calibre.38 e pistola, figurando um dos presos diretamente como um dos atiradores. Para demonstrar disciplina interna e controle territorial à cúpula da organização criminosa, os autores registraram a execução em vídeo.
A Polícia Civil constatou que a vítima não possuía qualquer envolvimento ilícito e foi morta apenas em razão do seu local de residência.
Em razão da gravidade da conduta, os investigados responderão pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, organização criminosa armada e roubo majorado pelo concurso de pessoas.
Com a efetivação das prisões, ambos foram conduzidos à unidade policial para os procedimentos de praxe e encaminhados à audiência de custódia, ficando à disposição da Justiça.
No cometimento do crime, outros dois envolvidos já haviam sido presos, restando apenas a prisão de um dos investigados para a conclusão dos trabalhos da Polícia Judiciária acerca do caso.



