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“Operação Queda Livre” combate drones industriais de envio de drogas e celulares ao Iapen

Na manhã desta sexta-feira (02), a Polícia Civil do Estado do Amapá (PC/AP), por meio de uma ação coordenada pela Divisão de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcórticos (DENARC) e a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), deflagrou a “Operação Queda Livre”.

A ação visou o cumprimento de mandados de busca e apreensão contra quatro investigados.

A operação busca desarticular um estruturado e engenhoso núcleo logístico de uma organização criminosa ultraviolenta. O grupo era especializado no fornecimento sistemático de substâncias entorpecentes, componentes de telecomunicação e aparelhos tecnológicos para o interior do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), utilizando Veículos Aéreos Não Tripulados (drones) equipados com mecanismos de liberação remota de carga (airdrop).

As investigações avançaram de forma substancial após ações realizadas em março e maio de 2026, que resultaram na prisão em flagrante de suspeitos e na identificação de um “bunker” de armazenamento logístico da facção, localizado no Distrito de Fazendinha.

O acervo probatório já consolidado contabiliza a apreensão de grandes quantidades de cocaína, crack e maconha, além de R$ 20.450 em espécie, balanças de precisão e dezenas de acessórios de telefonia.

No âmbito da descapitalização do grupo, foi desmobilizado um aparato tecnológico de ponta, avaliado pericialmente em R$ 101.795.

O maquinário apreendido incluía drones industriais de alta capacidade (como os modelos DJI Mavic 4 Pro e DJI Air 3), garras eletromecânicas de disparo acionadas por feixe de LED, nove baterias especiais e cinco estações de carregamento múltiplo sequencial.

Os mandados de busca domiciliar cumpridos pelas equipes na manhã de hoje abrangeram imóveis localizados nos bairros Infraero II e Vila do Coração, bem como no Distrito de Fazendinha, na capital Macapá, e também no bairro Remédios/Provedor, no município de Santana.

Nota

O nome “Operação Queda Livre” faz referência direta à forma como os investigados agiam, soltando os pacotes com drogas e celulares a partir dos drones em pleno voo, deixando o material cair livremente para dentro do presídio. Ao mesmo tempo, o nome representa a queda e o desmantelamento definitivo desse esquema criminoso.

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