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Com drones e mais orçamento, EUA reforça ação militar na América do Sul

Movimento amplia presença militar dos EUA na América do Sul, enquanto Brasil mantém estratégia baseada em inteligência e cooperação

Os Estados Unidos estão deslocando recursos militares para a América do Sul em uma mudança que combina mais capacidade de vigilância, financiamento a governos aliados e uma atuação mais intensa contra o narcotráfico.

Washington prepara a transferência de drones MQ-9 Reaper da África para o Comando Sul e, paralelamente, redirecionou US$ 52 milhões em ajuda militar para Colômbia, Equador, Peru e Panamá.

O movimento ocorre enquanto o governo Trump 2.0 amplia a cooperação de segurança com parceiros da região e concentra esforços no que considera uma prioridade estratégica: o Hemisfério Ocidental.

Os MQ-9 Reaper são aeronaves remotamente pilotadas utilizadas para coleta de inteligência, vigilância e reconhecimento e, em configurações armadas, para ataques de precisão. A informação foi divulgada pela CNN Internacional na sexta-feira (18).

Segundo as fontes ouvidas, os equipamentos devem deixar o Comando Africano e passar ao Comando Sul, responsável pelas operações militares americanas na América Latina e no Caribe. Ainda não foi informado quantos drones serão deslocados nem quando a transferência será concluída.

Mais dinheiro para parceiros

  • A ampliação do aparato militar ocorre poucos dias depois de Washington anunciar uma mudança na destinação de recursos de assistência.
  • O governo Trump comunicou ao Congresso americano o redirecionamento de US$ 52 milhões em financiamento militar estrangeiro, originalmente destinado a Iraque, Tunísia, Eslováquia e Macedônia do Norte.
  • O dinheiro será direcionado para Colômbia, Equador, Peru e Panamá, em uma decisão que se relacionou à prioridade dada pelo governo Donald Trump ao Hemisfério Ocidental e ao combate ao tráfico de drogas.
  • Embora o montante seja pequeno diante do programa de financiamento militar estrangeiro dos Estados Unidos, a medida evidencia mudança na prioridade geográfica da política externa dos EUA.

Drones em ação

A possível transferência dos drones acrescenta uma capacidade militar de vigilância de longa duração à estratégia americana. O MQ-9 pode permanecer no ar por muitas horas, acompanhar embarcações e rotas e transmitir imagens e outros dados para equipes em solo. Quando armado, também pode realizar ataques guiados.

Para Daniel Astone, advogado e professor de Direito Internacional da Universidade Mackenzie Alphaville, a principal vantagem do equipamento está justamente na capacidade de acompanhar uma área durante longos períodos.

“O grande ganho do MQ-9 é conseguir vigiar uma área por muitas horas, em algumas configurações por mais de um dia. Ele acompanha embarcações e rotas, transmite imagens e outras informações e, se estiver armado, pode fazer ataques guiados”

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