Economia

Fim da escala 6×1 pode pressionar empresas a rever custos, equipes e operação

Pesquisa com 486 companhias mostra que 90,1% esperam impacto da PEC; aumento de custos trabalhistas preocupa 83%

A possibilidade de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 já leva empresas a revisar custos, equipes e modelos de operação. A Pesquisa da Carreira Muller com 486 companhias mostra que 90,13% esperam ser impactadas pela PEC 221/2019, enquanto 72,43% mantêm atualmente funcionários trabalhando nesse regime.

Para a maioria, a mudança teria efeitos relevantes sobre os negócios. O impacto é classificado como alto por 49,09% das empresas e como muito alto por 23,74%. Somadas, elas representam 72,83% da amostra. A principal preocupação está no caixa. O aumento dos custos trabalhistas é citado por 82,96% das companhias, seguido pela necessidade de adequar escalas e turnos, mencionada por 77,63%.

A dificuldade para manter o nível operacional aparece para 44,75%, enquanto 38,36% temem queda de produtividade e 33,30% apontam a necessidade de novas contratações.

As áreas de operações e produção aparecem como as mais expostas à mudança, citadas por 72,37% das empresas. Na sequência estão logística, com 36,99%, atendimento ao cliente, com 24,43%, manutenção, com 22,90%, e áreas administrativas e financeiras, com 22,60%.

A PEC prevê a redução gradual da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e estabelece dois dias de repouso remunerado. O texto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro e está pronto para análise do plenário.

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