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Cuba vê pressão dos EUA como tentativa de criar caos interno no país

Estados Unidos intensificou medidas contra Cuba escalado o caos humanitário que o país enfrenta desde o embargo norte-americano

Toda pressão vinda dos Estados Unidos desde o último ano, quando Donald Trump reassumiu a Casa Branca, é vista por autoridades cubanas como uma estratégia norte-americana para tentar desestabilizar o país internamente, abrindo margens para narrativas e possíveis ações futuras contra Cuba.

O colapso em Cuba já soma mais de seis décadas, com o país no alvo de uma série de embargos econômicos propostos pelos EUA que sufocaram a economia e impediram seu avanço diante o cenário internacional. A situação, contudo, se agravou nos últimos meses, com o aprofundamento da crise energética e apagões que podem durar até 20 horas.

As razões podem ser explicadas por uma recente ofensiva norte-americana contra os cubanos. Com a mudança política na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro, o líder norte-americano determinou a suspensão do envio de petróleo venezuelano para a ilha caribenha – Caracas era um dos principais fornecedores de petróleo para Havana.

Cuba tem uma matriz elétrica muito dependente de fontes térmicas movidas a petróleo. Com a escassez da commodity, há menos produção de energia no país, o que gera apagões em sistemas que, muitas vezes, são considerados antigos e que já enfrentam problemas como falta de manutenção.

Mas a medida não foi isolada, Trump ainda emitiu um decreto que ameaçou punir, com tarifas, países que exportem petróleo para Cuba. O que voltou a colocar Cuba em uma profunda crise humanitária.

Diante de tal caos, cidadãos cubanos passaram a protestar em busca de melhorias de vida. As manifestações, contudo, são vistas por autoridades locais como resultado de uma campanha dos EUA.

Embargo dos EUA contra Cuba

  • Cuba é alvo de um embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962.
  • As medidas foram tomadas após a aproximação de Cuba com a União Soviética, no contexto da Guerra Fria.
  • A Organização das Nações Unidas (ONU) tenta votar o fim do embargo econômico dos EUA contra Cuba há mais de três décadas.
  • As resoluções, contudo, sempre esbarram em votos contrários dos norte-americanos e de aliados da Casa Branca.

EUA culpa autoridades cubanas

O cerco energético se soma ainda a outras ações que pressionam a já frágil economia cubana. Entre elas, novas sanções que visam militares, empresas estatais e autoridades de Cuba.

As medidas também são acompanhadas por discursos da diplomacia norte-americana, que buscam responsabilizar o governo cubano pela crise do país, ignorando o embargo norte-americano contra a ilha caribenha.

Recentes declarações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio – responsável por conduzir a política externa da gestão Donald Trump – tentam responsabilizar autoridades cubanas pela a crise que o país enfrenta nestas últimas décadas. Rubio, que é filho de imigrantes cubanos, já chegou a dizer que governantes do país teriam “saqueado” bilhões dos cofres públicos.

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