Cultura

“Amazônia Xamã” conquista prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção no exterior

​Obra amapaense reafirma a força da produção regional ao ser premiada no Nature Without Borders International Film Festival

​O cinema produzido no Amapá alcançou um novo patamar de reconhecimento global. O curta-metragem “Amazônia Xamã”, dirigido pelo cineasta Rodrigo Pedroza, conquistou os prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção no Nature Without Borders International Film Festival (NWBIFF), nos Estados Unidos. A premiação consagra a estética e a narrativa da produção, que se destacou entre obras de diversos países por sua abordagem sobre a identidade e a espiritualidade amazônicas.

​Este é o terceiro reconhecimento internacional do projeto, que já havia sido premiado no Indie Film Fest, também nos Estados Unidos. Ao todo, a obra acumula três premiações expressivas: duas de Melhor Filme e uma de Melhor Direção.

​Para o diretor Rodrigo Pedroza, os títulos confirmam que o olhar do Amapá sobre a realidade local possui alcance universal.

“Vencer essas categorias em um festival de relevância global como o Nature Without Borders é um marco não apenas para a minha carreira, mas para todo o audiovisual amapaense. ‘Amazônia Xamã’ prova que o Amapá tem potencial pra levar suas histórias para as telonas do mundo e dialogar com qualquer público”, celebra o cineasta.

De acordo com Pedroza, o curta-metragem também percorrerá os circuitos de festivais de cinema nacionais, e já está classificado para concorrer no Festival Independente de Curtas de Ficção do Amapá (FICÇA) e será exibido no Festival Equinocial, em Macapá.

​Trajetória de destaque

​A trajetória de sucesso do curta segue em ritmo acelerado. Além das premiações nos Estados Unidos, a obra amplia sua presença no circuito internacional ao ser selecionada como semifinalista do Rotterdam Independent Film Festival, na Holanda, evento dedicado à vanguarda do cinema independente contemporâneo.

​Com estreia oficial em Macapá em dezembro de 2025, “Amazônia Xamã” apresenta um futuro distópico onde a floresta é ameaçada por robôs garimpeiros. Na trama, o protagonista Raoni, último sobrevivente de sua etnia, luta pela preservação de sua ancestralidade diante de um cenário de destruição tecnológica.

​O projeto conta com o patrocínio do Governo Federal, por meio da Lei Paulo Gustavo, com recursos geridos pela Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult-AP) e produção da Cia Viva.

A presença constante do filme em festivais de prestígio reforça a importância das políticas públicas de incentivo cultural, projetando o Amapá como um celeiro de talentos criativos no cenário audiovisual mundial.

 

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