
Europeus tentaram domesticar zebras durante a colonização da África, atraídos, entre outros fatores, pela resistência desses animais a doenças comuns em seus habitats.
Há relatos de zebras domadas para montaria ou para puxar carruagens, mas o processo exige muito esforço e não se tornou uma alternativa prática aos cavalos e jumentos.
Um dos principais obstáculos é a miopatia de captura, reação fisiológica desencadeada pelo estresse intenso da fuga e da contenção. Zebras podem correr a até 64 km/h e desenvolver problemas musculares e metabólicos durante a captura; em casos graves, a condição provoca danos cardíacos, necrose e morte súbita.
Essa resposta extrema ajudou a espécie a escapar de predadores, mas dificulta o manejo por humanos.
Hipóteses antigas atribuíram a ausência de domesticação à estrutura social, à alimentação ou aos hábitos reprodutivos das zebras.
Um estudo de 2024, porém, não encontrou correlação estatística entre esses traços e o potencial de domesticação dos ungulados.
Os pesquisadores identificaram uma correlação entre a miopatia de captura e a domesticação, mas ressaltaram que ainda faltam evidências para estabelecer uma relação de causa e efeito.



