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Trump dá sinais sobre deixar Casa Branca em 2029 após meses cogitando 3º mandato

Republicano está focado em seu legado, investindo em mudanças físicas na Casa Branca

O presidente norte-americano Donald Trump começou a dar sinais de que admite uma vida fora da Casa Branca ao fim do atual mandato, após alimentar por meses especulações sobre uma possível tentativa de permanecer na Presidência além de 2029.

Em discursos, passou a falar sobre o que fará depois de deixar o cargo e sobre como reagiria ao ver um sucessor reivindicar o mérito por medidas de seu governo.

“O próximo presidente de vocês vai dizer: ‘Que ótimo trabalho eu fiz’”, afirmou Trump neste mês, em evento em Long Island, Nova York. Ele vai estar sentado por aí, assistindo televisão. Um verdadeiro paspalho. A menos que vocês votem nos republicanos, é claro”

A mudança de tom ocorre a nove semanas das eleições de meio de mandato, momento em que presidentes em segundo mandato normalmente começam a enfrentar sinais crescentes de perda de influência.

Desde que voltou à Casa Branca, porém, Trump deixou aberta a possibilidade de buscar um terceiro mandato, apesar de reconhecer que a Constituição impede uma nova eleição.

“Ele vai para todos os lados”, disse Brian Kalt, professor de Direito Constitucional da Universidade Estadual de Michigan.

Segundo ele, as declarações contraditórias permitem que Trump, no futuro, sustente tanto que nunca pretendeu concorrer quanto que nunca descartou a hipótese.

A Casa Branca rejeita a interpretação de que o presidente esteja cada vez mais concentrado no fim do mandato e em seu legado.

A porta-voz Olivia Wales afirmou que Trump “luta todos os dias” para cumprir promessas de reduzir crimes violentos, reforçar a fronteira com o México e baixar preços de medicamentos.

“O único legado com o qual o presidente Trump está preocupado é tornar os Estados Unidos maiores do que nunca”, disse.

Ainda assim, Trump passou a mencionar com frequência como imagina o período posterior à Presidência. Em comício na Pensilvânia, afirmou que estará em casa enquanto o próximo presidente se atribui o mérito por realizações de sua gestão.

Uma semana depois, na Geórgia, disse que poderá estar “chorando” ao assistir de casa a um eventual governo democrata.

Em Michigan, porém, voltou a introduzir dúvida. “Daqui a dois anos e meio, vocês podem ter um presidente diferente – podem”, afirmou, enfatizando a última palavra. Depois acrescentou: “Estarei sentado em casa. Estarei lendo os jornais. Estarei assistindo televisão”

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