Fifa amplia poderes do VAR a pouco dias da Copa do Mundo; entenda
Novas determinações também serão adotadas em competições regidas pela IFAB a partir de 1º de julho

A Copa do Mundo de 2026 terá mudanças importantes na atuação do VAR (árbitro de vídeo). A principal novidade aprovada pela Fifae pela International Football Association Board (IFAB) amplia o alcance das revisões em lances de bola parada, permitindo a punição de bloqueios considerados irregulares.
Com a nova regra, o VAR estará autorizado a revisar jogadas feitas antes da cobrança de escanteios e faltas. Se um jogador for bloqueado de forma irregular e isso influenciar diretamente um gol, um pênalti ou uma punição disciplinar, o lance poderá ser reavaliado pela arbitragem.
Na prática, a alteração busca coibir uma tática cada vez mais utilizada nas bolas paradas: os bloqueios feitos para dificultar a marcação dos adversários e criar espaços dentro da área. A movimentação é semelhante ao “corta-luz” do basquete e se tornou frequente em cobranças de escanteio ensaiadas.
Se o árbitro concluir que houve infração antes da cobrança, o gol poderá ser anulado e a jogada reiniciada. A medida ficou conhecida na imprensa europeia como “regra anti-Arsenal”, em referência ao clube inglês, que se notabilizou pela eficiência em lances desse tipo.
Além da questão das bolas paradas, a Fifa também ampliou as competências do VAR para outras situações específicas. Uma delas envolve expulsões decorrentes de um segundo cartão amarelo. A partir do Mundial, o árbitro de vídeo poderá revisar lances que resultem nesse tipo de expulsão caso exista um erro claro da arbitragem.
Outra novidade permitirá a correção de erros evidentes na marcação de escanteios. Se um tiro de meta for assinalado incorretamente como escanteio, por exemplo, o VAR poderá intervir antes da cobrança para corrigir a decisão.
Segundo a IFAB, as mudanças têm como objetivo aumentar a precisão da arbitragem e reduzir excessos físicos em disputas dentro da área, especialmente em jogadas de bola parada.
A Fifa também pretende combater uma prática que se tornou frequente em algumas equipes: o uso de interrupções por lesão para promover orientações táticas em campo. Embora não tenham sido definidas punições específicas, os árbitros receberão instruções para evitar que grupos de jogadores deixem a área de jogo durante atendimentos médicos.
Além disso, atletas que cobrirem a boca com as mãos, braços ou a camisa poderão ser punidos caso os árbitros entendam que a atitude tenha o objetivo de esconder comunicações indevidas, e não apenas uma conversa comum entre companheiros de equipe.
As novas determinações serão adotadas pela primeira vez na Copa do Mundo de 2026 e passarão a integrar oficialmente as regras aplicadas em competições regidas pela IFAB a partir de 1º de julho.



