Rússia acusa os EUA de violar direito internacional na Venezuela
Chanceler diz que sequestro de Maduro por forças norte-americanas fere a soberania sendo condenado pela “maioria global”

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, classificou a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela como uma “violação flagrante do direito internacional”. Segundo ele, a avaliação de Moscou é amplamente compartilhada pela chamada “maioria global”, incluindo países do Sul e do Leste Global. Essa é uma acusação que também costuma ser feita contra a própria Rússia por conta da invasão unilateral da Ucrânia.
Lavrov afirmou que apenas aliados tradicionais de Washington, evitam condenar publicamente a ação.
“Todos entendem que estamos falando de uma violação flagrante do direito internacional, mas alguns tentam, vergonhosamente, fugir de avaliações baseadas em princípios”, disse.
Captura de Maduro
- Os Estados Unidos atacaram, no início de dezembro, diversas regiões da Venezuela.
- Foram capturado o presidente Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
- Maduro passou a ser o principal alvo das ameaças de Trump.
- Isso porque o presidente da Venezuela era apontado como chefe do Cartel de los Soles – grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional.
- O governo do republicano depois recuou sobre a acusação de que Maduro chefia uma organização criminosa de narcotráfico, intitulada Cartel de Los Soles.
Após a captura de Maduro, Trump declarou que Washington passaria a “governar” a Venezuela em cooperação com autoridades locais até que uma transição política fosse concluída.
Rússia reforça apoio a Caracas
Em nota oficial divulgada na última semana, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia condenou o que chamou de “ameaças neocoloniais e agressão armada externa” contra a Venezuela.
Embora não cite diretamente os EUA, o comunicado deixa claro o alvo das críticas e reafirma “solidariedade inabalável” ao povo e ao governo venezuelanos.
Moscou também saudou a posse de Delcy Rodríguez como presidente interina, avaliando que a medida busca preservar a unidade institucional e evitar uma crise constitucional em meio à escalada de tensões. O Kremlin declarou ainda estar disposto a oferecer “todo o apoio necessário” ao que classificou como um “país amigo”.



