Conselho de Segurança da ONU marca reunião de emergência sobre Ucrânia
Reunião foi marcada após a Rússia disparar míssil com capacidade nuclear contra cidade ucraniana Pedro Grigori

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) marcou uma reunião de emergência para discutir o aumento dos ataques da Rússia contra cidades na Ucrânia.
O estopim para o encontro foi o lançamento de um míssil com capacidade nuclear contra Lviv, na Ucrânia. O exército russo lançou um míssil Oreshnik, um dos mais avançados do mundo, contra o país vizinho.
O lançamento ocorreu a partir de uma região em que a Rússia realiza testes nucleares. A Ucrânia identificou que o míssil foi carregado com ogivas convencionais, e não nucleares, mas o país interpretou que o ataque serviu como ameaça sobre o poder nuclear do Kremlin.
Com isso, o embaixador ucraniano Andriy Melnyk enviou uma carta para a ONU e solicitou uma providência.
“A Federação Russa atingiu um novo e assustador nível de crimes de guerra e crimes contra a humanidade com o terror perpetrado contra civis e infraestrutura civil na Ucrânia”, diz trecho do documento.
Impasses para um acordo de paz
- Apesar do avanço das conversas entre Ucrânia, Europa e Estados Unidos, Moscou mantém exigências consideradas inaceitáveis por Kiev aceitar o acordo de paz.
- Entre elas estão a retirada das forças ucranianas de áreas ainda controladas em Donetsk e o compromisso formal da Ucrânia de não ingressar na Otan.
- No fim de dezembro, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que pretende alcançar seus objetivos “pela diplomacia ou pela força”.
- Para o Kremlin, a neutralidade da Ucrânia e o reconhecimento das mudanças territoriais ocorridas desde 2014 continuam sendo condições centrais para qualquer acordo.
Esse não foi o primeiro ataque do tipo lançado contra a Ucrânia. Em 2024, a Rússia usou um míssil Oreshnik contra o país vizinho, com disparado feito a partir do mesmo local usado para testes nucleares.
A Rússia ainda lançou um novo ataque de larga escala contra Kiev. De acordo com o prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, o ataque foi feito por drones e deixou ao menos quatro mortos e 19 feridos.



